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Lucros da Sonae SGPS crescem 49,9%

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Nos primeiros nove meses do ano, o volume de negócios do grupo cresceu 0,8%, a dívida foi reduzida em 102 milhões de euros e os lucros somaram 146 milhões de euros

A Sonae SGPS fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 146 milhões de euros, o que representa um crescimento de 49,9% face ao mesmo período de 2014, anunciou esta quinta-feira a empresa liderada por Paulo Azevedo.

O volume de negócios no período em análise cresceu 0,8%, para os 3,639 mil milhões de euros, “beneficiando do desempenho de todos os negócios, à exceção da Sonae RP", que reúne as participações no imobiliário de retalho e realizou, nos últimos meses, algumas operações de "sale and leaseback", refere o grupo em comunicado.

Os resultados diretos cresceram 10,4%, para 102 milhões de euros, enquanto o EBITDA caiu 0,5%, para os 292 milhões de euros.

A dívida líquida foi reduzida em 102 milhões de euros, situando-se, agora, nos 1,312 mil milhões de euros “devido unicamente ao menor nível da dívida das unidades de retalho”, explica a empresa para salientar que a “contínua redução da dívida líquida é demonstrativa da robustez do balanço da Sonae”.

No entanto, entre janeiro e setembro, a Sonae aumentou o seu investimento nas unidades de retalho (Sonae MC, Sonar e Sonae RP) em 29,5%, para os 158 milhões de euros.

Por sectores, o volume de negócios no retalho alimentar, onde o grupo está presente através da Sonae MC, cresceu 0,5%, para os 2,549 mil milhões de euros.

No retalho especializado (Sonae SR), o volume de negócios foi de 917 milhões de euros, mais 0,4% que no mesmo período do ano passado, com a unidade internacional a crescer 7% puxada pelo “desempenho positivo das divisões de eletrónica e desporto em Espanha”, refere o comunicado.

Na Sonae IM, que corresponde à unidade de gestão de investimentos, o volume de negócios somou 187 milhões de euros, aumentando 0,5% face a 2014.

Nos centros comerciais, o resultado direto da Sonae Sierra aumentou 17,6% para os 42 milhões de euros, e o resultado líquido da empresa cresceu 59%, para os 94,8 milhões de euros.

Nas telecomunicações, a Sonae destaca a subida de 3,7% nas receitas operacionais da NOS, para 1,068 mil milhões de euros.

No comentário ao desempenho do grupo, Ângelo Paupério, co-CEO da Sonae, afirmou que “a evolução da atividade económica nos principais mercados foi claramente diferenciada, mantendo-se tímida em Portugal, mais sólida em Espanha e sob grande pressão no Brasil”.

Na atividade do grupo, o gestor destaca a alienação da GeoStar e “a conclusão do projeto do Cartão Universo, com uma proposta de valor altamente inovadora, com potencial acrescido de fidelização às marcas Sonae e dos parceiros”.