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Lucro da Jerónimo Martins sobe 6,4% para 252 milhões

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Vendas da dona do Pingo Doce cresceram 9%, para os 10,1 mil milhões de euros. Operação da Biedronka na Polónia vale 67,2% das vendas da Jerónimo Martins. Bom desempenho da empresa leva administração a propor "o pagamento em 2015 de 236 milhões de euros de reservas livres" aos acionistas e a antecipar os dividendos de 2016, no valor de 0,375 euros por acção.

O grupo Jerónimo Martins, proprietário do Pingo Doce, obteve um lucro de 252 milhões nos primeiros nove meses de 2015. O valor compara com os 237 milhões do mesmo período do ano passado e traduz um crescimento homólogo de 6,4% no resultado líquido da empresa da família Soares dos Santos.

No comunicado hoje enviado à CMVM, o grupo destaca o "forte desempenho em todas as áreas de negócio", algo que permitiu à Jerónimo Martins aumentar as suas vendas em 9%, para 10,1 mil milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano. O EBITDA cresceu 7,3% e situou-se nos 588 milhões de euros.

O desempenho da empresa neste período é considerado pela administração da JM como "ainda mais relevante se considerarmos a envolvente de contínua deflação alimentar" nos principais negócios do grupo.

Na operação da JM na Polónia, por exemplo, as vendas da Biedronka cresceram 10,4%, para os 6,8 mil milhões de euros, suportadas por um crescimento de vendas no mesmo parque de lojas e impulsionadas pelo programa de expansão de lojas que a empresa ainda tem em curso naquele mercado. Esta evolução ocorreu num cenário de deflação alimentar de 2,2% nos primeiros nove meses do ano. No total de receitas do grupo, a faturação da Biedronka representa já 67,2% das vendas da JM.

Em Portugal, onde a deflação alimentar se situou nos 1,2%, as vendas do Pingo Doce cresceram 5%, para os 2,5 mil milhões de euros. A faturação destas lojas em Portugal representa sensivelmente um quarto (24,7%) das vendas totais da JM entre janeiro e setembro deste ano. Também em Portugal, as vendas do Recheio aumentaram 4,6%, para os 631 milhões de euros.

Entre os restantes negócios da empresa, a JM destaca ainda o facto de as insígnias Ara (rede de supermercados na Colômbia) e Hebe (para-farmácias na Polónia) registaram entre janeiro e setembro deste ano vendas de 83 milhões de euros e 72 milhões de euros, respetivamente.

Na nota emitida esta tarde, a administração da JM refere ainda que "perante a solidez do balanço e o cash flow gerado" nos primeiros nove meses do ano, o Conselho de Administração da empresa "vai solicitar a realização de uma reunião extraordinária da Assembleia Geral de Accionistas para aprovar o pagamento em 2015 de 236 milhões de euros de reservas livres". Este montante "inclui os dividendos que seriam pagos em 2016 e equivale ao valor bruto de 0,375 euros por acção", indica a empresa.