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Comissão Europeia antecipa desemprego de 11,7% em 2016

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A criação de emprego “ganhou força" este ano, mas perderá gás em 2016

No relatório de outono, a Comissão Europeia (CE) está otimista quanto à evolução do desemprego. Mas, a criação de emprego não se fará sentir e estabilizará a partir do segundo semestre de 2016.

A CE revê em baixa a taxa de desemprego para 2015. Se na primavera, antevia um valor de 13,4%, agora prevê uma taxa de 12,6% no fim do ano. Em abril, o governo antecipava uma taxa de desemprego de 13,2%. A CE está mais otimista do que o governo, mas avisa que o ritmo de redução estabilize a partir do segundo semestre.

A criação de emprego “ganhou força na primeira metade do ano quando o emprego cresceu 1,3%, face ao período homólogo”, diz a CE. A força de trabalho, entretanto, reduzira-se 0,7% pelo fator imigração, favorecendo a redução do desemprego. No entanto, a CE receia que o crescimento do emprego desacelere e estabilize a taxas anuais de 0,7% em 2017”.

A taxa de desemprego deve descer gradualmente para 11,7% em 2016 e 10,8% em 2017, uma evolução mais favorável do que a CE registara no anterior relatório. Em 2016 e 2017, a taxa de desemprego “deve convergir” na União Europeia, uma vez que “as reduções mais significativas ocorrem também nos países com as taxas mais altas (como Espanha, Portugal e Chipre) e o desemprego deve diminuir menos rapidamente ou até aumentar nos países com taxas mais baixas”.

A CE prevê que as maiores quedas das taxas de desemprego em 2015 aconteçam em países, como Portugal ou Espanha, que “aplicaram reformas no mercado de trabalho”.

Esta semana, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou que a taxa de desemprego em Portugal manteve-se nos 11,9% no terceiro trimestre, mas caiu 1,2% em termos homólogos.