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Mais salário, mais pensões? Quem ganha menos dinheiro, gasta mais

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Alberto Frias

Parece provocação mas é macroeconomia. O “cabaz” de medidas que estão a ser negociadas à esquerda favorecem aumentos no rendimento de quem ganha menos dinheiro. Mas isso, além de uma função social, tem um efeito económico estudado e pretendido: que as pessoas gastem mais

Pessoas que têm rendimentos mais baixos e são aumentadas tendem a gastar mais esse dinheiro, enquanto pessoas que ganham mais tendem a poupar maior parte dos seus aumentos. Esse é um facto estudado, e consta dos multiplicadores que o economista Mário Centeno usou quando desenhou o quadro macroeconómico do PS, no início do verão passado.

Além disso, as pessoas com menos rendimentos tendem a gastar mais o seu dinheiro em bens não duradouros do que pessoas com rendimentos mais altos, que adquirem bens duradouros (como automóveis). Ora, os bens não duradouros têm menos componente importada.

É assim que a política do PS de aumentar rendimentos para aumentar o consumo e, logo, potenciar o crescimento do PIB, encaixa nas medidas que vão sendo conhecidas, que favorecem sobretudo quem ganha menos. É o caso da descida da taxa social única (TSU) para quem tenha salários brutos inferiores a 600 euros (e há um milhão de portugueses assim), do aumento do salários mínimo e do aumento das pensões até 628 euros (situação em que se encontram 1,8 milhões de portugueses).

Para ler o detalhes dessas medidas em perspetiva, leia as notícias relacionadas, em baixo.