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Zona euro a duas velocidades no futuro, segundo barómetro europeu

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Quatro anos depois de Mario Draghi ter iniciado a presidência do Banco Central Europeu prometendo “tudo fazer” para manter a zona euro intacta, 43% dos 168 especialistas financeiros ouvidos pela firma MNI, da Bolsa alemã, acham que os cinco periféricos, incluindo Portugal, serão empurrados para um segundo nível

Jorge Nascimento Rodrigues

Uma maioria de especialistas financeiros seniores ouvidos para o barómetro sobre a zona euro da MNI, uma empresa do grupo da Bolsa alemã, acha que o “clube” da moeda única caminhará para um bloco a duas velocidades, com os cinco periféricos – Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal – empurrados para um segundo nível de menor integração em termos orçamentais e de funções de soberania.

O barómetro foi publicado dois dias depois de Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, ter completado quatro anos de mandato depois de ter assumido o lugar a 1 de novembro de 2011.

O barómetro ouviu a opinião de 168 especialistas em 21 países em todo o mundo, com 43% manifestando essa opinião, contra 35% contra tal cenário e 11% indecisos. A empresa conclui a partir deste barómetro que, no conjunto, os resultados parecem suportar o ponto de vista de muitos economistas que acham que a zona euro não poderá funcionar indefinidamente como uma união baseada apenas numa união monetária e em alguma cooperação económica. Uma maioria de 54% acha que os membros do euro nunca estarão em condições de evoluir para uma união orçamental plena.

No entanto o euro, na sua atual forma, parece ser resiliente. Para 74% deverá manter-se em 2020 na atual forma, enquanto apenas 26% acha que não.