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Administração da Galilei (ex-SLN) demite-se três meses após tomar posse

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Carlos Vasconcellos Cruz e os restantes administradores do grupo renunciaram por considerar que a antiga Sociedade Lusa de Negócios, que era dona do BPN, não é viável

A administração da Galilei (ex-SLN, que controlava o BPN) renunciou a todos os cargos que ocupava.

Segundo apurou o Expresso, a demissão, 90 dias após a tomada de posse, é justificada com o facto de Carlos Vasconcellos Cruz, presidente da empresa, e os restantes membros da administração terem concluído que a empresa não é viável. Não só porque a Galilei não tem dinheiro como também porque a anterior administração terá apresentado um plano estratégico considerado irrealista.

Além disso, os acionistas do grupo não terão mostrado disponibilidade para dar dinheiro à empresa. E o facto de ter sido requerido um processo especial de revitalização, em que a Parvalorem, empresa do Estado criada para recuperar os “ativos tóxicos” do banco reclama mais 700 milhões de euros de créditos em incumprimento que a Galilei não tinha reconhecido como seus. A dívida da Galilei à Parvalorem ascende a 1250 milhões de euros.

A Deloitte também não aceitou continuar a desempenhar as suas funções de fiscal único da Galilei.