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Tóquio e Xangai empurram bolsas asiáticas para o vermelho

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Depois de um final de outubro com ganhos ligeiros na Ásia Pacífico, a bolsa de Tóquio fechou esta segunda-feira a cair mais de 2% e o índice de Xangai perdeu 1,7%. Perspetiva de continuação de redução de importações pelo sector industrial da China abala principais mercados financeiros asiáticos

Jorge Nascimento Rodrigues

Novembro começa mal nas principais bolsas asiáticas. As bolsas de Sidney, Tóquio e Xangai fecharam esta segunda-feira no vermelho. Hong Kong e Mumbai negoceiam em terreno negativo. Seul e Taipé escaparam às quedas.

Depois de um final de outubro com ganhos ligeiros de 0,43% para o conjunto da Ásia Pacífico segundo o fecho do índice MSCI para a região na sexta-feira passada, as bolsas asiáticas inclinam-se para iniciar o novo mês no vermelho.

A bolsa de Tóquio liderou esta segunda-feira as quedas, com os índices Nikkei 225 a perder 2,1% e Topix a cair 2%. Na China, o índice composto de Xangai registou perdas de 1,7% e o índice CSI 300 – para as 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen – recuou 1,64%. O índice China A50 perdeu 1,21%. O índice ASX 200 da bolsa de Sidney perdeu 1,41%.

A perspetiva de que o sector industrial da China poderá continuar a reduzir as importações de matérias-primas e produtos intermédios está a provocar um sentimento negativo nos mercados financeiros asiáticos em virtude da dependência das economias da região do andamento da sua maior economia.

No fim-de-semana foi publicado o índice PMI (Purchasing Managers’ Index, índice refletindo a opinião dos gerentes de compras) oficial para o sector industrial chinês para outubro refletindo uma estabilização em 49,8, similar a setembro, e acima de agosto quando caiu para 49,7. Apesar de idêntico, um índice abaixo de 50 significa contração do sector. Esta segunda-feira foi a vez da revista económica e financeira chinesa independente "Caixin" publicar um índice similar para outubro, que subiu de 47,2 em setembro (o nível mais baixo desde março de 2009) para 48,3 em outubro, mantendo-se abaixo da linha dos 50 pelo oitavo mês consecutivo. O economista chefe do grupo Caixin sublinhou que a melhoria do índice em outubro acima das expetativas dos analistas pode indiciar que os estímulos à economia poderão ter começado a produzir efeitos.

O inquérito ao sector industrial chinês revela, ainda, que se contraíram as novas encomendas para exportação pelo 13º mês consecutivo, e que essa redução na frente externa não foi compensada pela procura doméstica.

O jornal “South China Morning Post” revela esta segunda-feira que o primeiro-ministro chinês Li Keqiang confirmou que a meta política de crescimento anual para os próximos cinco anos será de 6,5%, quase 1 ponto percentual a menos em relação à média prevista para o quinquénio de 2011 a 2015. O jornal oficial "Diário do Povo" passou a referir-se a uma meta de "6,5% ou mais" para o próximo quinquénio.

  • As bolsas mundiais ganharam cerca de 8% em outubro, destacando-se a região da Ásia Pacífico com uma subida de 8,59% e os Estados Unidos com um ganho de 8,12%. Europa e Economias Emergentes ficaram-se por 7%. Decisões do BCE e da Fed em dezembro vão marcar o final do ano e o arranque do próximo. A divulgação de dados sobre inflação em novembro pode ser importante