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Pagamento da PT aos accionistas da Oi sob investigação

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Autoridades policias suspeitam da existência de movimentos das construtoras brasileiras que terão facilitado as autorizações políticas

As autoridades policiais que investigam o negócio Oi-PT, celebrado em 2010, suspeitam que os movimentos financeiros que terão facilitado as autorizações políticas necessárias ao acordo de telecomunicações luso-brasileiro partiram das construtoras accionistas da operadora paulista, após terem recebido parte do dinheiro devido pela operadora portuguesa, no valor de 1200 milhões de euros.

A notícia, avançada esta segunda-feira no "Público", refere que os últimos meses têm sido de grande azáfama para a Polícia Federal brasileira, que procura desmontar a teia de corrupção e de lavagem de dinheiro urdida à volta da cúpula política do país sul-americano. Um escândalo conhecido por "Lava-Jato" (que se centra à volta de Lula da Silva) e que derivou para outras averiguações que se desenrolam em paralelo, uma delas com um elo luso-português: o negócio entre a PT e a Oi.

As investigações, que decorrem no Brasil e em Portugal de modo autónomo mas com canais abertos, já deixam levantar a ponta do véu sobre possíveis pagamentos de várias dezenas de milhões de euros ao universo restrito do ex-Presidente da República Lula da Silva, bem como a ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses. Movimentos financeiros que as autoridades suspeitam poderem ter saído de veículos internacionais ligados aos acionistas da Oi, encabeçados pela construtora Andrade Gutierrez, através de territórios como Angola (onde opera também via Zagope) e Venezuela.