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Luz Saúde expande em Portugal mas deixa Angola em banho-maria

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A Luz Saúde vai expandir o hospital da Luz, um investimento na ordem dos 100 milhões de euros já previsto. Plano para Angola não é para já. Parceria entre Fidelidade e Luz Saúde traz novo seguro oncológico para o mercado

A Luz Saúde, controlada pelos chineses da Fosun através da Fidelidade (ambas adquiridas em 2014), está a expandir o Hospital da Luz em Lisboa num investimento de cerca de 100 milhões de euros. O projeto de ampliação vai duplicar a oferta e estará concluído na sua totalidade em 2018.

Isabel Vaz, presidente executiva da Luz Saúde, afirmou na apresentação de uma parceria com a Fidelidade que "a expansão da Luz Saúde decorre normalmente e de forma orgânica mas não exclui analisar oportunidades de negócio".

O mesmo referiu Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade, presente no mesmo encontro. Questionado sobre se a Fosun estaria interessada no British Hospital do grupo Galilei (ex-dono do BPN e com um Plano Especial de revitalização em curso), Magalhães Correia não comentou. O Expresso sabe, no entanto, que no passado houve conversações informais sobre esta matéria.

A abertura de um hospital em Angola fazia parte dos planos da antiga empresa de saúde do grupo BES, porém esse plano não é prioridade para os novos donos, embora não esteja completamente arredado.

Em Junho, John Ma que acompanhou do lado da Fosun a operação de compra da Luz Saúde juntamente com Magalhães Correia, já havia referido que os investimentos na Fidelidade e na Luz Saúde eram para avançar ao rtimo previsto embora com cautelas. Em relação à construção de um hospital em Angola, onde a Fidelidade está presente, o responsável adiantou que a operação estava a ser pensada mas que não seria para avançar no curto prazo. "Primeiro teremos de rentabilizar e expandir o negócio em Portugal", afirmou.

Seguro para o cancro

Um ano depois de ter comprado a Luz Saúde, a Fidelidade avançou com um seguro para riscos oncológicos em estreita colaboração com os serviços médicos da rede de hospitais presidida por Isabel Vaz.

Apresentado como o primeiro seguro de saúde oncológico do mercado, dirige-se a um nicho que pode pagar para ter acesso ao tratamento completo do cancro (desde a prevenção, passando pelo diagnóstico e tratamentos prolongados).

Segundo os responsáveis da seguradora e da Luz Saúde, o lançamento deste seguro vem colmatar uma necessidade do mercado uma vez que se trata de uma doença com cada vez maior incidência, com custos elevados, e que não tem resposta nas coberturas dos seguros tradicionais (cujos valores contratados são insuficientes para acompanhar o doente oncológico em todas as fases da doença).

Trata-se de um produto 100% vocacionado para o dignóstico de cancro e, além de cobrir os custos com internamneto, medicamentos ou atos em ambulatório, também assegura o pagamento de cuidados paliativos e domiciliários, que não costumam ser contemplados nos seguros de saúde.

O capital seguro neste novo produto é de um milhão de euros, que cobre tudo o que esteja relacionado com a doença oncológica (não há plafonds por tipo de cuidados). Não tem copagamentos, nem franquias e o seu custo mensal será entre os 109 euros (só cobre o risco de cancro) e os 139 euros (inclui no plano de seguro coberturas para outro tipo de patologias).

São quatro os prestadores de cuidados de Saúde que irão aceitar esta cobertura: CUF, Fundação Champalimaud, Lusíadas Saúde, além da Luz Saúde (que dá vantagens aos segurados, por exemplo, com um menor período de carência, de 60 dias em vez de 90 dias).