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Solução para os lesados do BES seria “a melhor prenda de despedida” para Carlos Tavares

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Luís Barra

Presidente da CMVM diz sair do cargo com “alguma mágoa” após dois mandatos, por a confiança nos mercados ser hoje menor do que era há 10 anos.

O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, reitera esta sexta-feira, em entrevista ao semanário "Sol", que o regulador da bolsa "nunca deixou ou deixará de fazer o que estiver ao seu alcance" para encontrar uma solução para os clientes lesados do papel comercial do Banco Espírito Santo.

"Era a melhor prenda de despedida que eu podia ter", diz Carlos Tavares, que - apesar de já ter terminado o segundo e último mandato na presidência da CMVM e aguardar a nomeação de sucessor - continua a receber muitas queixas dos lesados do BES.

"As reclamações são um indicador poderoso dos pontos por onde devemos orientar a supervisão e temos conseguido ajudar a resolver muitos problemas dos investidores", conta, lamentando a "natural avalanche de reclamações, a que é difícil dar resposta satisfatória para os reclamantes, sobretudo quando os meios de resolução não estão nas nossas mãos".

Depois de 10 anos na presidência da CMVM, Carlos Tavares assume sair "com alguma mágoa" do cargo, por sentir que "a confiança no mercado é hoje menor".