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Impresa regressa aos lucros no terceiro trimestre

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Dona do Expresso, SIC e Visão gera um resultado positivo de 1,1 milhões de euros entre janeiro e setembro. No terceiro trimestre a Impresa voltou aos lucros e obteve um resultado líquido de 416 mil euros, depois do prejuízo no período homólogo de 2014

O grupo Impresa - proprietário do Expresso, da SIC e da Visão, entre outros meios - obteve um lucro de 416 mil euros no terceiro trimestre de 2015, um comportamento que compara com o prejuízo de 384 mil euros no período homólogo.

No terceiro trimestre do ano, as receitas do grupo recuaram 0,9%, para 52,9 milhões de euros, numa variação motivada sobretudo pela quebra de 20% nas "outras receitas" - onde o grupo agrega as receitas geradas pelos concursos televisivos com chamadas telefónicas -, na sequência do acordo de autorregulação assinado entre a SIC, a RTP e a TVI.

Em sentido contrário, no terceiro trimestre as receitas de publicidade e de subscrição de canais apresentaram crescimentos de 1,5% e 12,4%, respectivamente. Neste período, o EBITDA do grupo cresceu 16,3% para os 3,9 milhões de euros.

No acumulado do ano, a Impresa gerou um lucro de 1,1 milhões de euros até setembro, o que compara com o lucro de 5,5 milhões registado no mesmo período de 2014 - ou seja, uma quebra de 80%. As receitas recuaram 4,8% para 164,4 milhões e os custos operacionais também baixaram, 1,8%, para os 150 milhões de euros. O EBITDA baixou 28,2% e situa-se agora nos 14,2 milhões de euros.

A dívida do grupo manteve até ao final do terceiro trimestre deste ano a tendência de descida consecutiva que vem apresentado desde 2011: em setembro a dívida remunerada da Impresa situava-se nos 195,6 milhões de euros, ou seja, menos 55 milhões do que há quatro anos.

No comunicado enviado à CMVM, o grupo Impresa refere que "tendo em conta os resultados positivos obtidos no terceiro trimestre de 2015, e apesar dos resultados acumulados no final de setembro de 2015 apresentarem valores inferiores a 2014, devido à evolução dos IVR’s durante o 1º semestre", mantém "a expectativa de realizar um segundo semestre em linha com o ano transato, sem considerar impactos não recorrentes do ajustamento funcional efetuado no mês de outubro, bem como de continuar a redução do seu passivo remunerado."