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Ásia fecha com maioria das bolsas no vermelho. Europa abre mista

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A Bolsa de Tóquio fechou com ganhos, mas a maré vermelha dominou o resto da Ásia com Xangai a perder 1,72% e os economistas chineses a aconselharem o Partido Comunista a baixar a meta política de crescimento anual para 6,5% até 2020. Frankfurt e Paris abrem em terreno positivo, mas Lisboa, Madrid e Londres no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Ásia e Pacífico fecharam esta quarta-feira no vermelho, com exceção de Tóquio. As maiores quedas registaram-se na China com o índice composto de Xangai a perder 1,72% e o índice das 300 principais cotadas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen a recuar 1,79%. Segundo a Bloomberg, 69% das cotadas na bolsa de Xangai que já apresentaram os resultados do terceito trimestre ficaram abaixo das expetativas dos analistas, ou seja, desapontaram. Os ganhos esta quarta-feira registaram-se em Tóquio, onde o índice Nikkei 225 avançou 0,67% e o TOPIX subiu 0,26%.

Na Europa, as bolsas abriram mistas. Frankfurt, Paris, Milão e Amesterdão abriram em terreno positivo, mas Madrid, Londres e Zurique iniciaram a sessão no vermelho. O índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa abriu em terreno negativo. Na terça-feira, o índice MSCI para a região fechou a cair 1,06%, a queda mais acentuada no conjunto dos índices regionais MSCI. O PSI 20 em Lisboa, recorde-se, caiu mais de 2% e o Ibex 35, em Madrid, desceu 1,49%.

A situação inverteu-se esta quarta-feira na Ásia. No dia anterior, as bolsas chinesas haviam fechado em terreno positivo e as restantes na Ásia no vermelho, com destaque para Tóquio que liderou as quedas. O índice MSCI para a região perdeu na terça-feira 0,41%.

A Ásia está marcada esta semana pela conclusão na quinta-feira da reunião do Comité Central do Partido Comunista da China que aprovará o plano quinquenal até 2020 e pela reunião do Banco do Japão na sexta-feira, com os analistas a não prever que haja mexidas na política monetária nipónica.

O diário oficial chinês, “Diário do Povo”, já refere que os economistas chineses aconselham o Partido Comunista a abandonar “a velha meta de 7%” e a considerar que um ritmo médio anual de crescimento do PIB de 6,5% até 2020 é “aceitável para a economia”. A meta política só será conhecida oficialmente em março quando o Plano for aprovado na Assembleia Nacional Popular (que funciona como Parlamento).

Esta quarta-feira será marcada, à escala mundial, pela conclusão da reunião da Reserva Federal norte-americana que divulgará as suas decisões ao final da tarde (hora de Portugal), ainda com a sessão de Wall Street aberta.

  • Depois de uma segunda-feira com ganhos ligeiros, as bolsas na Ásia e Pacífico fecharam em terreno negativo, com exceção de Xangai, cujo índice composto terminou valorizando 0,14%. Partido Comunista em Pequim não revela ainda meta de crescimento. Europa abre com perdas