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Imobiliário. Angola é um dos países com arriscados para quem quer investir

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Angola é um dos países emergentes com maior nível de risco. Botswana continua a ser a economia emergente mais transparente. São as conclusões do estudo “Emerging & Frontier Markets” divulgado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield

Apesar das recentes dificuldades sentidas nas principais economias dos países emergentes, estes mercados mantêm-se como uma boa alternativa de investimento, conclui o estudo “Emerging & Frontier Markets” divulgada pela consultora Cushman & Wakefield. O índice de risco tem em consideração as oportunidades e ameaças existentes a nível global para empresas que estão atentas ao imobiliário, seja numa perspetiva de expansão ou de relocalização

“O continente africano demonstra um desempenho particularmente positivo. Fatores como uma classe média em franco crescimento, melhorias nas infraestruturas e avanços tecnológicos, aliados a um mercado imobiliário com crescente transparência, levaram a que metade das primeiras 10 posições do índice seja ocupada por estados africanos”, revela a publicação.

Um estudo da consultora JLL “Spotlight on Africa: Opportunity on the Horizon” (Trad. Livre: “Foco em África: Oportunidade no Horizonte”), também divulgado esta terça-feira, revela que o potencial de investimento em hotéis em África "melhorou significativamente ao longo da última década". E as previsões apontam para que o número de turistas aumente 5,7% por ano em África, comparado com os 3,2% de crescimento médio anual global previsto até 2030. A JLL espera que a procura hoteleira aumente a uma taxa de 5% ao ano entre 2015 e 2017, frisando contudo que este crescimento varia ao longo do Continente, com determinados países a exibirem uma trajetória de crescimento mais elevada, enquanto outros mercados se encontram em contração.

Os resultados da publicação da Cushman &Wakefield revelam uma manutenção do Botswana como o país mais atrativo para os ocupantes. Outros estados africanos que fazem parte do top 10 do índice são a Africa do Sul, o Gana, Marrocos e a Tunísia. É de referir no entanto a grande diversidade do continente africano, pois Angola, a República Democrática do Congo e o Zimbabwe surgem nas últimas posições do índice. A situação frágil do mercado angolano percecionada por ocupantes e investidores tem tido efeitos negativos não só no próprio país, mas também em Portugal, tendo em conta a estreita relação económica entre ambos os países.

Embora o sudoeste asiático seja uma das regiões do mundo com o crescimento mais acelerado, com o Vietname, a Indonésia e as Filipinas a registarem um desempenho económico muito positivo, os três países caíram no ranking em 2015, sendo as principais razões alterações nos regimes de propriedade, no caso do Vietname e das Filipinas, e os custos de registo de propriedade no caso da Indonésia, revela o “Emerging & Frontier Markets”.

No continente americano, a publicação destaca a “excelente performance” do Uruguai que subiu 16 posições, ocupando em 2015 a 2ª posição do ranking; e do Panamá, que passou da 27ª posição para a 7ª. Outros mercados como o México, a Argentina e El Salvador registaram também subidas no ranking, estando hoje nas 12ª, 14ª e 19ª posições respetivamente.

“Nestas geografias os principais pontos a favor são a as perspetivas de desaceleração económico no curto prazo que se traduzem em expectativas de descida nas rendas; fator favorável para empresas que se queiram localizar nestes países”, refere o estudo da Cushman & Wakefield.