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Altice muda de estratégia para atrair clientes

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Patrick Drahi, presidente-executivo da Altice

PHILIPPE WOJAZER / Reuters

Depois do frenesim de aquisições, nos Estados Unidos e em Portugal, a dona da PT Portugal tem agora um problema para resolver em França: a fuga de clientes

Em véspera de anunciar os resultados do terceiro trimestre, esta quarta-feira, a Altice, dona da PT Portugal, está a fazer contas aos seus custos com marketing e descontos para atrair clientes, de acordo com a edição desta terça-feira do "Wall Street Journal" (WSJ). O balanço surge depois de mais de um milhão de clientes ter abandonado o seu negócio principal, o gigante francês das telecomunicações Numericable-SFR.

O número de clientes de telecomunicações móveis da Numericable-SFR caiu 5% nos primeiros seis meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, os seus principais concorrentes, Orange SA, Iliad SA e Bouygues SA, registaram aumentos no mesmo período.

Esta mira agora apontada aos custos é uma saída para a Altice, que, refere o WSJ, construiu um império que se estende de Israel aos Estados Unidos através de uma combinação de aquisições alimentadas pela dívida e por um rigoroso corte de custos.

No início deste mês, o grupo anunciou o lançamento de um aumento de capital de cerca de 1,8 mil milhões de euros para financiar a aquisição da americana Cabelevision. Esta operação tem um valor de 17,7 mil milhões de dólares. Os analistas acreditam que a Altice atingiu os seus limites de endividamento, pelo que tem de recorrer a um aumento de capital. Mas é também uma forma de tranquilizar os investidores sobre a sua situação financeira. Entretanto, fez um empréstimo de 8,6 mil milhões de dólares, nos Estados Unidos.

Agora, o declínio no número de assinantes, de acordo com o WSJ, tem levantado dúvidas entre alguns investidores sobre se modelo de negócios da Altice é sustentável, pelo menos em França.