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Pesca da sardinha prolongada até final do ano

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Ainda restam 155 toneladas de sardinha para se esgotar a quota portuguesa e ainda há cinco organizações de pesca que não chegaram ao limite. A estas, o Governo prolongou o período de pesca até ao final do ano

A pesca da sardinha vai ser prolongada até 31 de dezembro, até ao limite de 9000 toneladas, segundo um despacho hoje publicado no Diário da República, que aumenta também os limites diários das descargas. É certo que a quota de 13 mil toneladas de sardinha disponibilizada aos pescadores portugueses em 2015 está praticamente esgotada, mas ainda há cinco organizações de pesca que não chegaram ao limite, disse à Lusa fonte do Ministério do Mar.

Para permitir gastar as 155 toneladas de sardinha ainda disponíveis, o Governo decidiu publicar um despacho que prolonga a pesca até 31 de dezembro, aumentando igualmente os limites diários de captura.

“Como se trata de sardinha mais magra é direcionada para a indústria. Decidimos aumentar os volumes para aproveitar toda a quota disponível”, adiantou a mesma fonte, precisando que as organizações de pesca que ainda estão autorizadas a pescar sardinha são a Sesibal (Setúbal) e a Artesanal Pesca (Sesimbra).

O limite de descargas de sardinha capturada com arte de cerco na costa portuguesa foi fixado em 4.000 toneladas até ao final de maio de 2015 e em mais 9.000 toneladas para o período de junho a outubro de 2015, num total de 13.000 toneladas.

A quota de sardinha para 2016 ainda não está definida, mas o Conselho Internacional para a Exploração dos Mares (ICES, na sigla inglesa) recomendou que os totais admissíveis de capturas (TAC) da sardinha em águas ibéricas se limitem às 1.587 toneladas em 2016, cerca de um décimo do valor autorizado para este ano.

O Governo decidiu em agosto reduzir as quantidades máximas de descarga, para evitar o esgotamento precoce da quota fixada para cada organização de pescadores, mas a pesca de sardinha está interdita em várias regiões do país que atingiram os limites locais de captura, como Peniche, Nazaré e Algarve.

O diploma hoje publicado volta a rever o limite diário, desta vez em alta, tendo em conta que a sardinha descarregada se destina sobretudo ao abastecimento da indústria conserveira e que “as capturas apresentam um bom rendimento em algumas zonas da costa onde a pesca ainda decorre”.

Os limites diários passam a ser de 2,5 toneladas para embarcações com comprimento igual ou inferior a nove metros; 4,5 toneladas para barcos com comprimento superior a nove metros e inferior a 16; e de seis toneladas para embarcações com mais de 16 metros.

No ano passado, a pesca da sardinha foi suspensa a 20 de setembro, por esgotamento de quota, a que seguiu um período de defeso biológico, tendo sido retomada a partir de março de 2015.