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Juros da dívida a subir em Portugal. Principais bolsas no vermelho com exceção de Frankfurt

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A trajetória dos juros das obrigações é de descida nos periféricos do euro com exceção de Portugal. Principais índices das bolsas da Europa negociam em terreno negativo com exceção do Dax alemão. PSI 20 está a cair 0,8%

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das obrigações dos países da zona euro estão esta segunda-feira em trajetória de descida ligeira pelas 9h30 no mercado secundário da dívida soberana. Entre os periféricos, a exceção é Portugal com subidas das yields em todos os prazos.

No prazo de referência, a 10 anos, as yields subiram,pelas 9h30, para 2,42%, um aumento de seis pontos base em relação ao fecho da semana passada. O Presidente da República portuguesa já indigitou o primeiro-ministro incumbente para formar novo governo na sequência das eleições legislativas de 4 de outubro.

A zona euro espera pela divulgação na quinta-feira da estimativa preliminar da inflação em outubro na Alemanha e em Espanha, duas economias que têm estado em foco, e na sexta-feira o Eurostat publica a sua previsão para a inflação em outubro no conjunto da zona euro. Os analistas dividem-se entre considerar provável que a inflação tenha estagnado (crescimento 0% do índice de preços depois de uma quebra de 0,1% em setembro) ou que a inflação negativa se agravou para -0,2%.

Recorde-se que, na passada sexta-feira, um dia depois da reunião do Banco Central Europeu (BCE) em Malta, o inquérito aos especialistas realizado pelo BCE entre 30 de setembro e 6 de outubro revelava um corte nas previsões da inflação na zona euro para 1% em 2016 e 1,5% em 2017, ou seja, daqui a dois anos a inflação continuará claramente abaixo da meta “abaixo mas próximo de 2%”. Na reunião do BCE de quinta-feira passada, Mario Draghi revelou que uma reanálise dos estímulos monetários em curso será realizada na reunião de 3 de dezembro.

A semana será marcada por três reuniões de bancos centrais, nos Estados Unidos, na Suécia e no Japão.

Esta semana, dias 27 e 28 de outubro, a Reserva Federal norte-americana (Fed) realiza uma reunião do seu comité de política monetária e os analistas estão atentos aos “sinais” que forem transmitidos. A questão é saber se efetivamente a Fed inicia o processo de subida das taxas de juro ainda este ano (como afirmou a sua presidente Janet Yellen) ou se essa decisão está adiada para 2016 como indicam as probabilidades no mercado de futuros dos juros da Fed.

Com interesse para a reflexão que está a ser feita no BCE realiza-se no dia 27 a reunião do Riksbank, o banco central da Suécia, que irá avaliar a política monetária em curso nomeadamente uma taxa de juro negativa de -0,35% fixada desde julho passado e o seu programa de compras.

A 30 de outubro, será a vez do Banco do Japão se reunir. O principal assessor económico do primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou esta segunda-feira que não há necessidade de reforçar os estímulos monetários. No mais recente inquério junto de 36 economistas ouvidos pela Bloomberg, 15 esperam que haja alguma decisão no sentido de mais estímulos, mas a maioria não.

As principais bolsas na Europa estavam pelas 9h30 em terreno negativo com exceção da bolsa de Frankfurt. O índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa perdia -0,8%.

  • O ‘efeito Draghi’ beneficiou os juros da dívida dos periféricos, e sobretudo Espanha e Itália. Juros das Obrigações do Tesouro português desceram durante a semana. Nove países do euro têm taxas negativas