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Fundo russo propõe fusão da Oi com a TIM

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O fundo russo Letter One está disposto a entrar com até 4000 milhões de dólares num processo de consolidação entre a Oi e a TIM no Brasil. A proposta não implicaria a diluição da posição económica de acionistas atuais. As ações da Pharol dispararam 14,2% em Bolsa

O fundo Letter One, do milionário russo Mikhail Fridman, está disposto a injetar até 4000 milhões de dólares (3625 milhões de euros) na Oi para viabilizar uma fusão da operadora brasileira com a TIM, anunciou a Oi.

A operação de consolidação não representaria uma diluição económica dos atuais acionistas. No caso da portuguesa Pharol, que detém 27,18% da Oi, as suas ações dispararam 14,2% em Bolsa após este anúncio.

A Oi tinha mandatado o banco BTG Pactual para "desenvolver alternativas viáveis de estruturas que viabilizem sua participação na consolidação do setor no mercado brasileiro e não representem diluição económica aos acionistas".

No comunicado divulgado esta manhã no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Oi informa os acionistas e investidores que o BTG Pactual "recebeu, ao final da última sexta-feira, 23 de outubro, de sociedade integrante do grupo de investimentos Letter One , uma carta contendo proposta de exclusividade para potencial transação com o fim específico de possibilitar uma consolidação do setor de telecomunicações no mercado brasileiro envolvendo uma potencial combinação de negócios com a TIM Participações".

"De acordo com a proposta da Letter One, enviada pelo BTG Pactual à Diretoria da Oi e ao Conselho de Administração da Oi, nas pessoas de seus respectivos presidentes, a Letter One estaria disposta a realizar um aporte de até 4000 milhões de dólares na Oi, condicionada à operação de consolidação", diz o documento. Adianta que a proposta "será devidamente analisada pela Companhia, em conjunto com seus assessores legais e financeiros".

As ações da Pharol seguiam a subir 11% (12H15) para €0,337 com 25 milhões de títulos movimentados.

"A Pharol dispara esta manhã no seguimento do comunicado à CMVM por parte da Oi, detida parcialmente pela empresa cotada no PSI20. O documento faz referência da possibilidade de entendimento entre a telefónica brasileira e a TIM", diz Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal numa análise

"A fusão destas duas operadoras brasileiras permitiria alcançar quase 44% do mercado de telecomunicações do país, tornando-se a operadora com a maior quota de mercado. A injecção também de capital poderia satisfazer a ambição de internacionalização do grupo tornando-se um dos maiores operadores da América latina", diz o mesmo analista.