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Bolsa chinesa fecha com ganhos no início de reunião do Partido Comunista

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As bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam com ganhos em linha com a maioria das bolsas da Ásia Pacífico. Apenas Sidney, Hong Kong e Mumbai fecharam com perdas ligeiras. PC chinês inicia esta segunda-feira discussão do plano até 2020 com 10 objetivos

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia e Pacífico fecharam esta segunda-feira “mistas”, com a maioria a encerrar a sessão em terreno positivo e Sidney, Hong Kong e Mumbai registando perdas ligeiras. As bolsas chinesas fecharam em terreno positivo com o índice composto de Xangai e o índice CSI 300 (das 300 principais cotadas em Xangai e Shenzhen) a subir 0,5%. A bolsa de Taiwan fechou a ganhar 0,8%, enquanto o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio valorizou 0,65% e o KOSPI de Seul ganhou 0,38%.

As bolsas chinesas fecharam em terreno positivo na primeira sessão depois do Banco Popular da China, o banco central, ter anunciado o corte em 25 pontos base (0,25 pontos percentuais) das taxas de juro dos empréstimos aos bancos e de remuneração dos depósitos em vigor desde sábado. A Ásia vai ser marcada esta semana pela reunião do Comité Central do Partido Comunista da China que se iniciou esta segunda-feira e decorre até quinta-feira e onde será aprovado o 13º Plano Quinquenal. A grande incógnita é saber se os 250 dirigentes efetivos e 170 suplentes do PC chinês vão optar por manter entre 2016 e 2020 uma meta anual de crescimento económico em torno de 7% ou se a fasquia vai ser reduzida.

Entretanto, o jornal oficial “Diário do Povo” revelou que a meta política de Pequim até 2020 é criar “uma sociedade moderadamente próspera” (a nova palavra magica é Xiaokang, em mandarim) e que os comunistas chineses pretendem prosseguir 10 metas, entre elas manter o crescimento (mas não se fala ainda de nenhum número para a taxa anual), dar mais ênfase a uma “civilização ecológica”, impulsionar a revolução digital e a inovação, continuar a reduzir a pobreza (ainda há oficialmente 70,2 milhões de pobres com rendimento anual abaixo de 376 dólares), dar mais peso ao consumo no modelo económico e aumentar o estado social e os bens públicos essenciais para a população. No plano geoeconómico, fala-se de “reformar a distribuição geográfica da economia internacional”.