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Dívida pública já representa 81% do fundo de estabilização

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Marcos Borga

Exposição do fundo de estabilização à dívida nacional subiu 30 pontos percentuais desde 2011

Sempre a subir. É esta a evolução nos últimos anos da exposição do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) à dívida pública portuguesa. Os números não deixam margem para dúvidas. No final de 2011, a dívida nacional representava 50,7% da carteira de ativos do fundo, que serve como almofada de segurança das pensões em caso de rutura do sistema. A 30 de setembro deste ano atingia já 81%, segundo dados do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. A valores de mercado, a dívida pública na carteira do FEFSS valia 11,267 mil milhões de euros no final de setembro, para um total de ativos de 13,91 mil milhões de euros.

O aumento da exposição do FEFSS a dívida nacional ultrapassou os 30 pontos percentuais em menos de quatro anos. E teve por contrapartida a redução do peso de outros ativos, como a dívida de outros Estados da União Europeia e da OCDE, dívida privada ou ações. Com impactos visíveis. No relatório sobre a evolução económica e orçamental no primeiro semestre de 2015, o Conselho das Finanças Públicas nota que a redução do rácio da dívida pública na ótica de Maastricht (dívida bruta consolidada) deveu-se à “utilização de depósitos e a aquisição de dívida pública por parte do subsector dos fundos da Segurança Social”.

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