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Estado nunca cobrou tantos impostos em setembro como este ano

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A receita fiscal líquida do Estado atingiu 3,943 mil milhões em setembro, a maior alguma vez cobrada num mês de setembro, avança um comunicado do Ministério das Finanças sobre a execução orçamental nos primeiros nove meses do ano. Entre janeiro e setembro, a receita fiscal cresceu 5,3% em termos homólogos, impulsionando a redução do défice em 813 milhões de euros

O défice das Administrações Públicas cifrou-se em 3,157 mil milhões nos primeiros nove meses do ano, diminuindo em 813 milhões face ao mesmo período do ano passado, avança um comunicado do Ministério das Finanças sobre a síntese da execução orçamental, divulgada na tarde desta sexta-feira pela Direção Geral do Orçamento. Já o saldo primário (excluindo os encargos com o serviço da dívida pública, como os juros) registou um excedente de 2,461 mil milhões, o que “representa uma melhoria de 1,175 mil milhões”, apontam as Finanças.

A redução do défice foi impulsionada pela cobrança fiscal, com a receita fiscal líquida do Estado a ultrapassar os 29 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,3% em termos homólogos. “Este crescimento supera o objetivo de crescimento anual da receita fiscal para o ano de 2015 (5,1%)”, frisa o comunicado.

Considerando apenas o mês de setembro, a receita fiscal atingiu 3,943 mil milhões, “correspondendo à maior receita fiscal alguma vez cobrada num mês de setembro”, destaca o Ministério das Finanças.

Em termos acumulados, nos nove primeiros meses do ano, a receita dos impostos diretos aumentou 3,2%, “impulsionada principalmente pelo crescimento do IRC”, salienta o Ministério das Finanças. Já a receita acumulada de impostos indiretos cresceu 7,1%, destacando-se o desempenho do IVA. A receita de IVA cresceu 8,5%.

Já a despesa consolidada da administração central continua a crescer em termos homólogos (1,1%), embora de forma mais modesta do que até agosto (quando estava a aumentar 2,1%).