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Juros da dívida dos periféricos em alta à espera de Draghi

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YVES HERMAN / Reuters

Portugal destaca-se na subida, esta quinta-feira, com os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos a regressarem a 2,5%. Investidores aguardam que sinais dará o presidente do BCE no final da reunião em Malta

As yields da dívida obrigacionista dos periféricos da zona euro no prazo de referência, a 10 anos, estavam a subir no mercado secundário pelas 9h30 desta quinta-feira, com exceção da Grécia.

Portugal destacava-se nessa trajetória ascendente, com as yields das Obrigações do Tesouro a 10 anos (OT) a subir cinco pontos base para 2,5%, um nível que haviam registado no fecho de 15 de outubro, na semana passada.

Em relação ao fecho de 2 de outubro, antes das eleições legislativas em Portugal de 4 de outubro, as yields das OT a 10 anos estão, agora, 16 pontos base acima. Recorde-se que, aquando da crise grega entre abril e julho, as yields das OT a 10 anos chegaram a registar níveis superiores a 3% a 15 e 29 de junho e 6 de julho.

As yields das OT estavam a subir em todos os prazos, mais acentuadamente a 4, 5 e 6 anos e menos significativamente a 2 e 20 anos.

Esta quinta-feira ficará marcada pela divulgação pelas 12h45 (hora de Portugal) das conclusões da reunião do Banco Central Europeu (BCE) que se realiza em Malta desde quarta-feira. O momento alto de comunicação será protagonizado por Mario Draghi, o presidente do BCE, na conferência de imprensa pelas 13h30. Os analistas não esperam alterações no quadro da política monetária, mas as declarações de Draghi vão ser analisadas ao detalhe no sentido de averiguar se dará “sinais” sobre se e quando o BCE poderá decidir ampliar o seu atual programa de compra de dívida pública e privada na zona euro.

Durante a tarde será divulgado o índice de confiança do consumidor na zona euro em outubro, que os analistas esperam que se agrave em terreno negativo.