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Jogo em Macau está a perder

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Os lucros líquidos da empresa de jogo Sands China caíram quase 50% no terceiro trimestre. Os casinos em Macau estão em queda desde junho de 2014

Os lucros líquidos da Sands China, subsidiária da norte-americana Las Vegas Sands que explora uma das seis licenças de jogo em Macau, caíram 46,8% no terceiro trimestre do ano para 343,2 milhões de dólares norte-americanos (302,6 milhões de euros).

Segundo um relatório da empresa-mãe, a Las Vegas Sands, publicado no site oficial na noite desta quarta-feira, entre julho e setembro, a Sands China arrecadou receitas líquidas de 1,66 mil milhões de dólares (1,46 mil milhões de euros), ou seja, menos 28,8% comparativamente ao período homólogo do ano passado.
A Sands opera atualmente quatro dos 35 casinos de Macau, incluindo o maior do mundo, o Venetian.

Em comunicado, o presidente da Sands, Sheldon Adelson, comenta o "ambiente desafiante" nos segmentos de jogo VIP e de massas premium'em Macau e reafirma a "confiança" na liderança no mercado de massas das suas propriedades na "strip" do Cotai-- zona de casinos entre as ilhas da Taipa e de Coloane.

As receitas dos casinos de Macau estão em queda desde junho de 2014. Setembro marcou o 16.º mês consecutivo de quedas homólogas, registando o valor mais baixo dos últimos cinco anos.

Em teleconferência, após a divulgação dos resultados, o "patrão" das Las Vegas Sands observa "sinais de estabilização" no segmento de massas, embora se mantenha apreensivo relativamente à perspetiva global daquele que é o maior mercado de jogo do mundo.

Considerando "virtualmente impossível" dizer o que pensa sobre Macau, o magnata de 82 anos, citado pela Bloomberg, refere: "É uma incógnita para qualquer um de nós. É um grande ponto de interrogação para qualquer operador hoje em dia e vai continuar" a ser.

Em termos globais, a empresa-mãe, que opera nos Estados Unidos, Macau e Singapura, obteve lucros líquidos de 519,4 milhões de dólares (458 milhões de euros), menos 22,7% em termos anuais homólogos.

Os lucros operacionais sofreram um recuo de 23,9% para 739,1 milhões de dólares (651,6 milhões de euros), devido "sobretudo a resultados mais atenuados" em Macau, refere o comunicado.
As receitas líquidas no terceiro trimestre do ano caíram 18,1% para 2,89 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) em termos anuais homólogos.