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Draghi provoca queda a pique dos juros da dívida

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A decisão do BCE em reanalisar os estímulos monetários na próxima reunião em dezembro gera uma descida dos juros das obrigações em toda a zona euro com destaque para Espanha, Itália e Portugal

Jorge Nascimento Rodrigues

O Banco Central Europeu (BCE) não mexeu na política monetária na reunião desta quinta-feira em Malta, mas o seu presidente Mario Draghi anunciou na conferência de imprensa subsequente que os banqueiros centrais decidiram reanalisar os instrumentos de “alívio” monetário na próxima reunião a 3 de dezembro.

As palavras de Draghi foram o suficiente para provocar uma imediata reviravolta no mercado secundário na trajetória das yields da dívida obrigacionista dos membros da zona euro. As maiores descidas depois do anúncio registaram-se para Espanha, Portugal e Itália.

À hora de fecho dos mercados financeiros na Europa, no prazo de referência, a 10 anos, as yields das obrigações espanholas e italianas desciam 15 pontos base e no caso das Obrigações do Tesouro português (OT) a queda foi de 13 pontos base. Pelas 10h15, as yields das OT haviam subido para 2,51%, mas acabariam por descer até 2,32% pelas 16h45, fechando a sessão desta quinta-feira em 2,32%.

Com esta queda diária, as yields já estão abaixo do valor de fecho no dia 2 de outubro, antes das eleições legislativas de 4 de outubro em Portugal, quando registaram 2,34%.

As yields das OT desceram em todos os prazos nesta quinta-feira, com destaque para as quedas diárias de 4% no prazo a 2 anos e de quase 3% no prazo a 3 anos.

Outro dos efeitos das palavras de Draghi foi a ampliação das yields negativas nas obrigações alemãs, que se estendem, agora, de 12 meses a 6 anos. No prazo a 2 anos, as yields fixaram um mínimo histórico registando -0,325%.