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Como a família Amorim dá a volta a uma vindima difícil

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Na família Amorim, uma vindima atípica combina com crescimentos de 15% ao ano

Aos olhos da administração da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, 2013 trouxe uma vindima "atípica e difícil". A precipitação durante a época de floração foi elevada. O resto de ano revelou-se "seco e austero". O sistema de bombagem de água da quinta avariou-se e impediu a rega das vinhas "no escaldão do verão". A produtividade ficou 35% abaixo da média, nos 2.800 quilogramas por hectare.

Temos um cenário de tempestade perfeita? Luísa Amorim, a mais nova das filhas do empresário Américo Amorim e que lidera o projeto vitivinícola da família, admite que à primeira vista o quadro era difícil, mas acredita que a sua equipa de enologia e o microclima da Quinta permitiram dar a volta ao problema e, na hora de apresentar os vinhos de 2013 ao mercado, fala da "enigmática vindima de 2013", admitindo que num dos rótulos o preço até subiu 28%.

"Com trabalho de equipa, num ano difícil, também se fazem exceções", diz a empresária num encontro com jornalistas, convicta de que a colheita de 2013 mostra o potencial de microclima da quinta e vai ajudar a manter a trajetória de crescimento das vendas dos seus vinhos.

Em 2014, o volume de negócios da Quinta Nova atingiu os 2,3 milhões de euros, mais 18% que em 2013. Em 2015, a previsão é de mais uma subida de 15% e, até 2020, as vendas terão de crescer 52%, até aos 3,5 milhões de euros, para cumprirem a trajetória definida.

Com 120 hectares, 80 dos quais cobertos de vinha, e 30 trabalhadores fixos a que junta mais 30 a 50 ao longo do exercício, a Quinta Nova vende atualmente 300 mil garrafas por ano e tem nos vinhos de reserva e grande reserva 42% do seu volume de negócios, ocupando o 11º lugar no ranking dos produtores de vinho tinto do Douro.

As exportações absorvem 50% da produção, abrangendo 27 mercados, com destaque para os EUA, Brasil, Suíça e Inglaterra. As vendas de vinho do Porto absorvem 11% da produção.

No enoturismo, responsável por 24% do negócio da Quinta, os clientes estrangeiros, em especial os norte-americanos, franceses, alemães, ingleses e suíços, respondem por 70% da procura.