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Race põe a Ferrari a subir em Bolsa logo à primeira volta

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Wall Street vestiu-se de vermelho para a estreia da Ferrari na Bolsa nova-iorquina

LUCAS JACKSON / Reuters

A Ferrari gostava que as suas ações tivessem o nome Red, a cor icónica da marca, mas a designação já estava registada. Em vez disso, as suas cotações Race sobem depois da estreia, esta quarta-feira, quase 10%

Race, a designação do título da Ferrari N.V. que esta quarta-feira foi admitido à cotação na Bolsa de Nova Iorque - em vez da designação Red como durante algum tempo foi defendido entre os responsáveis da Scuderia Rossa - entrou a valorizar face ao valor de colocação no mercado.

Ao fim das primeiras duas horas e meia de cotação, o título cotava-se a 55,95 dólares (49,30 euros) por ação, contra os 52 dólares (45,83 euros) do preço de colocação dos 10% de capital da Ferrari vendidos nesta operação de mercado.

Nigel Wollheim, um dos históricos que acompanharam as equipas de Fórmula 1 da Ferrari durante mais tempo, comentou esta terça-feira, em Lisboa, no Convento do Beato, que a designação preferida para as ações da Ferrari seria Red, mas como este nome já estava registado, foram designadas Race - que significa corrida, competição -, traduzindo a essência da marca Ferrari.

A Scuderia Rossa - como é conhecida a equipa oficial da Ferrari nas provas de desporto automóvel de Fórmula 1 - continua a ser sinónimo da paixão automóvel no seu estado mais puro, o que não será alheio ao facto da marca italiana ter ganho até hoje 222 Grandes Prémios.

A Ferrari continua a conceber, projetar, fazer o design dos seus carros nas instalações de Maranello, em Itália, vendendo os seus modelos em 60 mercados espalhados pelo mundo.

Atualmente a Ferrari produz oito modelos, dos quais, seis são puros desportivos - os modelos 458 Itália, 488 GTB (lançado em março para substituir gradualmente o 458 Itália), 458 Spider, F12Berlinetta, 458 Speciale e 458 Speciale A - e dois são do tipo Grande Turismo (GT), designadamente o California T e o FF com tração integral. Além destes modelos mais "correntes", a Ferrari produz em quantidades muito restritas o exclusivo modelo LaFerrari.

No ano passado, a marca italiana produziu 7255 carros que renderam um total de 2,76 mil milhões de euros, correspondente a um resultado líquido de 265 milhões de euros.

Atualmente a sua maior produção centra-se nos motores V8 e V6 destinados à marca Maserati. Até 2020, a Ferrari pretende fabricar um total de 160 mil motores V6 para a Maserati.

  • Ferraris a 46 euros

    A icónica marca italiana estreia-se esta quarta feira em Wall Street. A forte procura dos títulos levou o preço de cada ação para o limite superior definido pela dona da Ferrari, a Fiat Chrysler Automobiles