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Portugal emite dívida a três meses com juros negativos

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A procura de dívida portuguesa superou a oferta e no total foram colocados 1400 milhões de euros, contra os 1250 previstos pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

Portugal realizou esta manhã um leilão duplo de Bilhetes do Tesouro (BT), com vencimentos a 3 e 11 meses. Os 1,4 mil milhões de euros captados ultrapassaram o montante indicativo entre os 1 e os 1,25 mil milhões de euros.

Na linha a 3 meses, a taxa de juro exigida baixou de -0,013% para os -0,021%. Apesar de Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP ter obtido uma taxa ainda mais negativa na maturidade curta, "voltar a captar financiamento a juros negativos não era uma condição indispensável para a operação ser bem-sucedida", indica uma nota do Banco BIG. No prazo a 11 meses, onde foram colocados 1100 milhões de euros, a taxa de remuneração baixou de 0,021% para 0,006%.

O objectivo principal deste leilão duplo era substituir os títulos de curto prazo próximos da maturidade, como os 1.404,84 milhões de euros que vencem a 20 de Novembro e os 842.622 euros que vencem a 18 de Dezembro.

“A procura mantém-se forte, dentro do que têm sido os valores médios. Numa leitura mais analítica diria que o impasse na formação do governo, que pode estar a ter impacto nas acções, não tem efeitos no mercado de dívida pública. Enquanto o BCE continuar o seu programa de Quantitative Easing, garantindo a compra de dívida aos países, os investidores não receiam comprar", sublinha Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa.

Esta semana, o Tesouro francês emitiu BT a 3 meses pagando uma taxa de juro de -0,208% e o Tesouro espanhol pagou, no mesmo prazo, -0,081%, taxas de remuneração ainda mais negativas do que nas emissões similares anteriores.

No campo da dívida obrigacionista, o Tesouro alemão colocou esta manhã dívid a 2 anos pagando uma taxa negativa de -0,260%.