Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Entre quartéis, conventos e fortes, Ministério da Defesa põe à venda 183 imóveis

  • 333

Convento de Santa Clara a velha, em Coimbra

Marcos Borga

Ministério da Defesa tem no mercado 183 imóveis. Podem ser vendidos, arrendados ou cedidos

Entre conventos, fortes e quartéis, o Ministério da Defesa tem no mercado 183 imóveis. Podem ser vendidos ou arrendados, dependendo das propostas que foram apresentadas. A lista consta de um despacho publicado no início deste mês, a dois dias das eleições.

O despacho decorre da lei das infraestruturas militares, publicada em maio que prevê a rentabilização de património para financiar investimentos do ministério. A Defesa conta investir 172 milhões de euros até 2022. A nova Lei de Infraestruturas Militares fora aprovada com os votos a favor do PSD, CDS-PP e PS.

Da lista constam imóveis como o convento de Santa Clara, em Coimbra, o forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz, o quartel do Carmo, na Horta, três hospitais militares, em Lisboa, entre muitos outros quartéis, estradas, terrenos, prédios e outras instalações.

A rentabilização “pode ser feita de várias formas”, como alienação, cedência, aluguer ou protocolos com as autarquias. Mas, “sempre em consonância com a Direcção-Geral de Tesouro e Finanças”.

A lei admite outras soluções para os imíveis como permuta, parcerias com promotores imobiliários ou a titularização dos ativos através de fundos de investimento. Um exemplo de parceria é o Hospital de Belém, cedido à Cruz Vermelha que paga uma renda ao ministério.