Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Defesa de Sócrates apelida de calúnia a ligação feita pela Justiça à OPA da PT

  • 333

“Esta nova imputação, caluniosa, terá a sorte das demais”, diz a defesa de Sócrates referindo-se à investigação que Ministério Público está a fazer no âmbito da Operação Marquês à OPA da Sonae sobre a PT. O Estado, alega a defesa, teve uma posição neutra - absteve-se na Assembleia Geral que chumbou a oferta. A Justiça está a “inventar” suspeitas, defendem

Os advogados de José Sócrates rejeitam qualquer ligação do ex-primeiro-ministro ao desfecho da oferta pública de aquisição (OPA) da Sonae de Paulo e Belmiro de Azevedo sobre a PT. O Ministério Público ouviu em setembro como testemunha Paulo Azevedo.

"A defesa limita-se a recordar que a única intervenção do Governo nesse assunto foi a de instruir o representante do Estado (titular da golden share) na Assembleia Geral (AG) da PT a abster-se na votação", lê-se no comunicado assinado pelos advogados do ex-primeiro-ministro, João Araújo e Pedro Delille. O Estado absteve-se na AG de 2007, onde foi chumbada a OPA lançada em fevereiro de 2006 pela Sonae sobre a PT. Porém, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) financiou a compra de ações de alguns dos opositores à OPA e naquela altura Armando Vara era vice-presidente do banco público.

"Ultrapassado que se encontra, sem qualquer despacho ou justificação, o prazo excepcional benevolentemente fixado pela Relação de Lisboa para a conclusão do inquérito, evidenciada a inexistência de quaisquer indícios de corrupção para favorecimento do Grupo Lena ou do Empreendimento de Vale de Lobo, o Ministério Público (de acordo com os tabloides da investigação), na sua incansável demanda de qualquer coisa que legitime o processo e a prisão do eng. José Sócrates, inventou agora uma nova suspeita, desta vez sobre a intervenção do Governo na OPA do Grupo Sonae sobre a PT", dizem os advogados.