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Cimpor. Comissão de Trabalhadores tenta travar despedimento

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A cimenteira, detida pelo conglomerado brasileiro Camargo Corrêa, anunciou o despedimento coletivo de 25 trabalhadores

O despedimento coletivo de 25 empregados, anunciado pela Cimpor a semana passada, será esta tarde debatido pelos representantes dos trabalhadores que serão recebidos pela administração da empresa. O sindicato do sector e a Comissão de Trabalhadores (CT) quer travar o despedimento. A Cimpor é controlada pela Intercement, o braço cimenteiro do conglomerado brasileiro Camargo Coorrêa.

A Cimpor iniciou a semana passada um processo de reestruturação que afetará 1% dos seus trabalhadores, avançando já em Portugal com um despedimento coletivo de 25 funcionários, na sua maioria quadros superiores. O grupo justifica este despedimento com a “desaceleração económica sentida em geografias-chave para a atividade”.

Na altura, a CT já tinha sido informada da intenção de despedimento coletivo que, no caso de se confirmar, terá efeitos 75 dias depois do aviso prévio.

A Cimpor tem fábricas em oito países de três regiões (Europa, África e América Latina), empregando 9000 trabalhadores. A capacidade instalada no Brasil pesa 40% da produção. A operação portuguesa é a segunda mais importante.

Também a semana passada, a construtora Somage (273) e a Unicer (140) anunciaram despedimentos por causa do arrefecimento da economia em mercados externos como Angola, Moçambique ou Brasil.