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Cotadas temem mais impostos e mais regras com eventual Governo de esquerda

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A possibilidade de vir a existir um Governo de esquerda preocupa o diretor-executivo da Associação de Empresas Emitentes. O problema não está na linha ideológica mas nas políticas em relação ao mercado de capitais constantes dos programas dos partidos. Cotadas temem mais impostos e mais regras.

A Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado (AEM) teme que um eventual Governo de esquerda traga mais impostos para as cotadas e mais regras.

"É preocupante não por serem partidos de esquerda mas por terem nos seus programas medidas contra o mercado, como é o caso do Bloco de Esquerda e do PCP", afirmou Abel Sequeira Ferreira, diretor executivo da AEM.

"O pior cenário é um aumento da carga tributária sobre as sociedades cotadas e também mais regras. Porque na comissão de inquérito do BES, em que também se falou da PT, os reguladores passaram a ideia de que se houvesse mais regras não teria acontecido o que aconteceu, o que é errado", adiantou, à margem das II Jornadas Mobiliárias, em Lisboa.

Para o diretor executivo da AEM, a haver um aumento da carga fiscal sobre as cotadas e mais regras, "o país perderá investimento e investidores".

O Presidente da República está a ouvir de novo os partidos, no rescaldo das eleições legislativas, em que a coligação de centro-direita venceu sem maioria. O Partido Socialista tem estado em negociações com os partidos mais à esqueda, BE e PCP, e o líder socialista, António Costa, afirmou que está em melhores condições de formar Governo do que o PSD/CDS.