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Bancos duvidam do plano de negócios da TAP

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A rentabilidade prevista pelos novos donos da companhia aérea no plano de negócios ainda não convenceu alguns bancos a aceitarem prolongar os prazos dos créditos. Os credores da TAP, como noticiou o Expresso, não aceitam o fim da garantia do Estado

A conclusão da privatização da TAP está espera do fecho das negociações dos vencedores, a Atlantic Gateway de Humberto Pedrosa e David Neeleman, com a banca, que está a levantar dúvidas em relação ao plano de negócios, e exige que o Estado, através da Parpública, se mantenha como a garante à dívida da companhia aérea, para renovar o empréstimo.

O "Jornal de Negócios" noticia esta terça-feira que alguns bancos têm estado a pedir aos futuros donos da TAP explicações relativamente ao plano de negócios e às perspetivas futuras que lhes foram apresentadas, tendo em conta o elevado acréscimo de rentabilidade da companhia aérea prevista pela Gateway. A renegociação pressupõe o alongamento das maturidades do crédito bancário por sete anos. O crédito está a ser renegociado com o BCP, Deutsche Bank, CGD, Novo Banco e BPI.

A TAP tinha no final de 2014 uma dívida bancária de 646,7 milhões de euros, dos quais 515,9 milhões de curto prazo. O Expresso noticiou este fim de semana que Humberto Pedrosa e David Neelman pediram um crédito de mais 120 milhões de euros à banca.