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FMI e Banco Mundial lançam apelo para ser dado preço à emissão de carbono

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Há 40 países e 23 cidades que já têm - ou estão a preparar - um sistema que estabelece o pagamento das emissões poluentes

Vários líderes internacionais, incluindo François Hollande e Angela Merkel, lançaram hoje um apelo para ser dado um preço à emissão de carbono para aumentar o custo das atividades poluidoras e diminuir o aquecimento global.

“Se realmente queremos enviar um sinal aos mercados para que as empresas façam escolhas nas melhores condições económicas (…) a questão do preço do carbono surge inevitavelmente”, disse o Presidente francês no apelo publicado a seis semanas da conferência de Paris.

“As tecnologias com baixa emissão de carbono são parte da luta contra as alterações climáticas. Com um preço para o carbono e um mercado mundial de carbono, nós apoiamos o investimento em tecnologias favoráveis ao ambiente”, disse a chanceler alemã no âmbito daquele apelo, uma iniciativa do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.

Segundo o apelo, assinado também pelos chefes de Estado do Chile e Filipinas, um preço para o carbono permitiria “reorientar” a economia mundial para a energia mais verde, limitando assim o aquecimento global.

O documento não especifica, contudo, qual das opções para estipular um preço para o carbono: um sistema de quotas de emissões de CO2 – como está em vigor na Europa – ou imposto sobre o carbono.

O FMI já afirmou ser a favor da última opção que considera ser a “melhor” solução, apesar da relutância da comunidade empresarial.

No apelo, o chefe de Estado francês afirmou também estar “consciente” dos receios das industriais responsáveis pela emissão de carbono, que têm “preocupações justificadas por causa da sua competitividade”. “Devemos agir de forma decisiva”, disse.

Várias empresas, incluindo a Engie e a indina Mahindra, aderiram à iniciativa, defendendo que um preço pela emissão de carbono constituiria um “incentivo económico” para acabar com os combustíveis fósseis.

“Generalizar a fixação de um preço pela emissão de carbono é fundamental para promover e acelerar a transição para uma economia com baixa emissão de carbono em todos os lugares” do mundo, acredita a Engie.

Segundo Banco Mundial, cerca de 40 países e 23 cidades já criaram um sistema para a emissão de carbonos ser paga ou estão a preparar-se para fazê-lo.