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Bolsas invertem para terreno negativo

As Bolsas europeias seguem em queda, depois de uma manhã em terreno positivo. Acompanham as perspetivas de uma abertura negativa em Wall Street. Esta segunda-feira está a ser marcada por indicadores na China, resultados e notícias de empresas

As Bolsas europeias inverteram para terreno negativo e seguem agora em queda, numa sessão que está a ser marcada por dados sobre o crescimento económico na China, que ficou abaixo dos 7% pela primeira vez desde a crise financeira.

Numa primeira reação, as Bolsas subiram na manhã desta segunda-feira com estes dados a serem vistos como um sinal de que a economia chinesa não está tão mal quanto se pensava, e também com esperanças de que possam vir a ser adotadas mais medidas de estímulo económico.

Mas houve reações negativas, incluindo os preços do petróleo. O barril de brent desceu esta segunda-feira abaixo dos 50 dólares.

O crescimento económico na China abrandou para 6,9% entre julho e setembro, acima da previsão de 6,8%.

"Apesar de superior ao consenso dos analistas, o ritmo de crescimento foi o menor desde o início da crise financeira", diz Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal. "Pelo exposto, a FED será pressionada a manter, por enquanto, as taxas de juro inalteradas, alimentado assim o apetite pelo risco que temos observado nos últimos dias", adianta.

Em Lisboa, o índice PSI-20 recua 0,37% (13H20) para 5.368,52 pontos. O índice FTEurofirst 300 desliza 0,01%.

Na Bolsa portuguesa, os títulos ligados ao sector da energia estão em queda, incluindo a Galp Energia (-1,1%) e a EDP (0,5%) e o Millennium bcp (-1,2%). Nas subidas, destaque para os ganhos da Jerónimo Martins (+0,9%) e do Banco BPI (+0,7%), animado com uma nota de análise do Deutsche Bank, que recomenda agora a compra das ações do banco português.

"Em Portugal, o 'driver' continuará a ser a actual conjuntura política interna. Na semana em que o Presidente da República tomará a decisão de convidar Passos Coelho ou António Costa a formar Governo, a praça de Lisboa estará sensível a qualquer indício de instabilidade política", afirma o mesmo analista numa análise.

Nos Estados Unidos, os futuros do Nasdaq e os do Dow Jones indiciam uma abertura em queda de Wall Street.

O Morgan Stanley anunciou uma queda do lucro no trimestre. As ações caíram quase 3% na pré-abertura do mercado.

Na Europa, o Deutsche Bank anunciou uma reestruturação bem recebida pelos investidores. As ações do banco alemão avançam 2,45% e ajudam o índice Dax a manter-se em terreno positivo.