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Banca pede estabilidade política

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Os encontros entre as delegações da coligação PSD-CDS e do PS ainda não tiveram qualquer conclusão

Nuno Botelho

Situação política tem riscos a prazo para a banca mas para já não tem impacto no financiamento, que depende dos depósitos e do Banco Central Europeu

Sem grande impacto no negócio para já. Sobretudo ao nível da situação de liquidez. É assim que responsáveis da banca e analistas veem as consequências para os sistema bancário da indefinição política no país.


Os bancos estão, na sua globalidade, “muito confortáveis em termos de liquidez”. Este é o sentimento da maioria dos bancos abordados pelo Expresso — CGD, BCP, BPI, Santander Totta, Crédito Agrícola, Montepio, BIC Portugal. O Banif, Novo Banco e BIG não responderam a nenhuma questão.


A banca portuguesa financia-se sobretudo através dos depósitos dos clientes e do recurso ao Banco Central Europeu (BCE). Fruto da estabilidade dos depósitos, mesmo durante os anos da troika e da desalavancagem que os bancos fizeram, os depósitos já financiam quase 100% dos empréstimos bancários em Portugal, com o rácio de transformação do sector a ficar nos 106%. Por isso, as necessidades de financiamento da banca são baixas.


Há algumas emissões no mercado de dívida de médio e longo prazo, que é preciso refinanciar, mas muito pouco representativas, aponta um analista. E exemplifica: o BCP tem para refinanciar no mercado apenas €200 milhões este ano e €600 milhões em 2016. No total representa apenas 1% dos ativos do banco. Quanto ao BPI, para este ano já nada há a refinanciar e para 2016 são apenas €500 milhões.

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