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Leilões de dívida. Juros sobem a 10 anos e descem a 22 anos

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A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP, colocou na manhã desta quarta-feira 950 milhões de euros de Obrigações do Tesouro a 10 anos e 350 milhões de euros de Obrigações do Tesouro a 22 anos. Juros subiram no leilão a 10 anos e desceram a 22 anos

Portugal emitiu na manhã desta quarta-feira 950 milhões de euros em dívida a 10 anos, através da linha de Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em outubro de 2025, e 350 milhões de euros a 22 anos, através da linha de OT com maturidade em abril de 2037.

O montante indicativo global para estes dois leilões realizados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP situava-se no intervalo entre os mil milhões de euros e os 1250 milhões de euros. O valor colocado total foi assim ligeiramente superior, nos 1300 milhões de euros.

Portugal, contudo, vai pagar uma taxa de juro superior aos investidores pela emissão de dívida a 10 anos. A taxa fixou-se nos 2,3975%, o que compara com 2,04% no último leilão para esta maturidade, realizado em fevereiro.

Já no leilão a 22 anos, a taxa de juro ficou nos 3,2336%, abaixo dos 3,534% registados no último leilão com esta maturidade, realizado em julho.

Quanto à procura, totalizou 1,62 vezes a oferta no caso do leilão a 10 anos (abaixo do anterior leilão, quando foi de 1,82 vezes) e 1,85 vezes no caso do leilão a 22 anos (acima do anterior leilão, quando foi de 1,7 vezes).

Para João Queiroz, Director de Negociação da GoBulling - Banco Carregosa, “Os leilões correram muito bem". E destaca: "A taxa a 22 anos desceu face à taxa conseguida há 3 meses e a procura até aumentou".

Já na emissão a 10 anos, prazo onde o Estado foi buscar o maior montante, "a taxa subiu um pouco face ao que tinha sido conseguido em fevereiro , mas nada que se deva acentuar. A procura diminuiu um pouco, mas continuou acima da oferta. Para um país que ainda não sabe quem e como vai formar governo, quase duas semanas depois das eleições, diria que são dados muito positivos”, frisou João Queiroz.