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Sexo é uma experiência

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Odisseias lança portal para adultos The Sexy Way com artigos eróticos

Criar um site para adultos que pudesse ser aberto no local de trabalho foi a linha orientadora do fundador do portal de experiências Odisseias, Rui Piçarra, quando decidiu apostar no negócio da venda online de produtos e experiências eróticas.

“Temos tanto jantares românticos como produtos típicos de sex shops. Queremos democratizar a sexualidade, inspirados no ‘50 Sombras de Grey’”, refere Rui Piçarra, que desenvolveu este projeto em conjunto com Pedro Rodrigues dos Santos, especialista em marketing e responsável da empresa Brand Box.

O responsável do grupo Odisseias justifica esta parceria com o facto de os dois terem valências que se complementam (a plataforma digital com os conhecimentos de marketing) e avança que o objetivo é desenvolver áreas de comércio eletrónico de forma segmentada. “O Odisseias vende quase tudo. Agora queremos criar lojas verticais, que possam ser autónomas, especializadas em cada área”, explica Rui Piçarra.

Alojado no endereço thesexyway.com, o novo projeto do grupo Odisseias arranca com um portefólio com mais de 3000 referências, divididas entre 50 marcas internacionais. “Temos produtos de cosmética e lingerie sensual, por exemplo, e nas experiências falamos de coisas como despedidas de solteiro, dança burlesca ou aluguer de limusinas”, avança Pedro Rodrigues dos Santos, salientando os perfumes com feromonas e as velas aromáticas como alguns dos produtos que têm tido mais procura.

“Queremos celebrar a sexualidade sem grandes alaridos, com uma escolha mais mainstream”, explica o responsável pela escolha dos produtos do The Sexy Way, Pedro Rodrigues dos Santos, garantindo que os preços neste site são mais baixos do que os da concorrência. Fora dos conteúdos do The Sexy Way estão os anúncios classificados para encontros ou os chats de conversação. “Não queremos confusões com nada disso”, garante Pedro Rodrigues dos Santos, acrescentando que o portal que dirige não terá publicidade. “Vamos ter um blogue que irá funcionar como uma ajuda para explicar a utilização de alguns produtos”, adianta.

O grupo Odisseias foi criado em 2003 como uma empresa de experiências e, em 2010, entrou no negócio dos vouchers, que Rui Piçarra não considera muito diferente por o produto ser o mesmo. “Pode é ser vendido dentro de uma caixa ou online”, sustenta. “Houve uma altura em que se criou uma desconfiança no mercado por causa da A Vida é Bela, mas depois o mercado estabilizou”, recorda Rui Piçarra revelando que o grupo que dirige tem 80% do mercado de experiências (dados da empresa de estudos de mercado GFK de final de agosto), sendo a Lifecooler o operador concorrente.

O fundador da Odisseias garante que a empresa que dirige está com um crescimento de cerca de 25%, mas não revela o volume de negócios. “Está a haver transferência entre ambos (packs de experiências e vendas online), que estão a crescer. O formato de experiência em caixa é interessante para oferecer e estamos a crescer no mercado corporate, em programas de incentivo a colaboradores e a clientes. No online, as pessoas adquirem para autoconsumo”, explica.

Rui Piçarra avança que entre o final do ano e 2016 tenciona estrear novos projetos de comércio eletrónico, mas não revela em que segmentos de negócio. “Vamos lançar outros sites dentro das áreas que já temos na Odisseias, mais um ou dois. Há muitos sites, mas que aglutinem experiências e produtos não há”, justifica.