Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Alemanha esconde futuro da Autoeuropa

  • 333

Na reunião com 20 mil trabalhadores, na sede da empresa, Matthias Müller, presidente 
da VW, prometeu fazer tudo para manter os postos de trabalho

Roland Nipaul/Corbis

Desconhece-se a decisão da Volkswagen sobre investimentos em Palmela. Angela Merkel pede que o escândalo não condene milhares de empregos

Nem uma palavra foi prestada esta semana pelo Grupo Volkswagen (VW) sobre a conclusão do novo investimento na Autoeuropa. O Governo português não sabe nada. E os responsáveis da fábrica de Palmela aguardam decisões da sede, em Wolfsburgo, onde estiveram reunidos, de segunda a sexta-feira, 20 mil representantes dos trabalhadores das 119 fábricas que o grupo alemão tem espalhadas pelo mundo. Todos debateram estratégias para enfrentar o caso ‘dieselgate’. Mas os problemas do Grupo VW continuaram a aumentar.

Entre buscas policiais à sede de Wolfsburgo e declarações políticas da chanceler Angela Merkel, no Parlamento Europeu — a pedir que não diabolizem a indústria automóvel, por estarem em causa milhares de empregos —, a VW desdobrou-se em pedidos públicos de desculpas em vários países. Perante o Congresso dos EUA, Michael Horn, presidente da VW para a América do Norte, apresentou “sinceras desculpas”. No que diz respeito a Portugal, a administração da Autoeuropa “não comenta” o assunto.

As ações da VW já perderam 40% do valor bolsista, mas os custos globais causados pelo escândalo ‘dieselgate’ continuam incalculáveis. Entre os 6,5 mil milhões de euros postos de parte para acudir aos custos relacionados com a reparação dos veículos envolvidos e a multa imposta pelas autoridades norte-americanas, que pode ascender a €16 mil milhões, a administração do gigante automóvel alemão já anunciou um programa de redução de custos, que pode incluir a reapreciação de vários projetos. Um deles pode ser o investimento de 700 milhões de euros na Autoeuropa, mas oficialmente ninguém confirma essa possibilidade. A Autoeuropa tem um trunfo a seu favor: excluindo a produção do monovolume Touran, ainda é a principal fábrica que constrói monovolumes.

Leia mais na edição deste fim de semana