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Vendas a Angola caem 27%

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Portugal exportou, segundo o INE, produtos e bens no valor de 171,2 milhões de euros em agosto deste ano, quando no ano passado tinha vendido a Angola o equivalente a cerca de 234 milhões de euros

As exportações de Portugal para Angola desceram 27% em agosto, para 171 milhões de euros, quando comparadas com as vendas nacionais para Angola, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os números, Portugal exportou produtos e bens no valor de 171,2 milhões de euros em agosto deste ano, quando no ano passado tinha vendido a Angola o equivalente a cerca de 234 milhões de euros.

A quebra de 27% está mais ou menos em linha com as descidas registadas nos meses anteriores, e segue a tendência de abrandamento registada nas vendas para Cabo Verde e Guiné Equatorial, cujas vendas desceram 13,6 e 52,2%, respetivamente.

Em sentido inverso, as exportações portuguesas para Moçambique aumentaram 28,6% em agosto face ao período homólogo do ano passado, subindo de 28,6 milhões de euros para 36,8 milhões, o mesmo acontecendo com as vendas para São Tomé e Príncipe (19,4%), para 4,9 milhões, e para Timor-Leste, que registou uma subida exponencial de 409,1%, tendo aumentado de 506 mil euros para 2,5 milhões de euros.

No total, as exportações de bens aumentaram 5,8% e as importações 2,4% no trimestre terminado em agosto de 2015, face a igual período do ano passado, segundo os dados divulgados hoje.

De acordo com o INE, em termos das variações homólogas mensais em agosto as exportações de bens aumentaram 3,3% e as importações de bens subiram 1,7% face ao mês homólogo (+4,8% e -0,9% em julho de 2015, respetivamente).

O défice da balança comercial diminuiu 331,1 milhões de euros para 2.425,7 milhões de euros e a taxa de cobertura aumentou para 83,9%, mais 2,7 pontos percentuais face ao período homólogo.

Em agosto, o comércio internacional de bens regista tradicionalmente um abrandamento face ao mês anterior, devido à paragem de laboração de algumas empresas durante o período de férias, sublinha o INE.

Analisando apenas o comércio intracomunitário, no trimestre terminado em agosto, as exportações aumentaram 6,8% e as importações 7,8%, face ao período homólogo, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 78,8% e um défice de 2.409,5 milhões de euros.

Em agosto, as exportações intra-UE aumentaram em termos homólogos 5,1% (5,6% no mês anterior), devido fundamentalmente ao aumento das máquinas e aparelhos, outros produtos e veículos e outro material de transporte, assim como as importações subiram 4,3% (4,2% no mês anterior), refletindo a evolução generalizada de quase todos os grupos de produtos.

Face a julho, as exportações intra-UE caíram 32,1%, comportamento registado na quase totalidade dos grupos de produtos, assim como as importações 24,7%, o que traduz a queda verificada na generalidade dos grupos de produtos.

Quanto ao comércio extracomunitário, no trimestre em causa as exportações subiram 3,4% e as importações caíram 11,3%, em termos homólogos, o que resultou num défice de 16,2 milhões de euros e numa taxa de cobertura de 99,6%.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações Extra-UE aumentaram 5,8% e as importações avançaram 5,5% atingindo o saldo da balança comercial um excedente de 1.014,9 milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 148,6%.

Em agosto, as exportações para os países terceiros diminuíram 0,5% face a agosto de 2014, sobretudo devido ao comportamento dos combustíveis minerais e metais comuns e as importações caíram 4,8%, principalmente devido aos combustíveis minerais.

Em termos de variações mensais, em agosto as exportações extra-UE diminuíram 20,3% face a julho, devido ao comportamento da quase generalidade dos grupos de produtos, destacando-se os combustíveis minerais, veículos e outro material de transporte e madeiras e cortiça