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Presidente da Volkswagen nos EUA sabia desde 2014 da manipulação de emissões poluentes

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Mark Blinch / Reuters

Michael Horn irá reconhecer esta quinta-feira, perante o Congresso norte-americano, que tinha conhecimento de “um possível incumprimento das emissões poluentes”

“Na primavera de 2014, quando foi publicado um estudo da Universidade de West Virginia, disseram-me que havia um possível incumprimento das emissões, que poderia ter que ser corrigido.” É assim que Michael Horn, presidente executivo da Volkswagen (VW) nos Estados Unidos, deverá anunciar perante o Congresso norte-americano, esta quinta-feira, que tinha conhecimento da manipulação de emissões poluentes em milhões de veículos da empresa.

A notícia foi avançada pelo jornal “The Guardian”, que teve acesso ao discurso que Michael Horn irá proferir esta quinta-feira, ao Comité de Energia e Comércio norte-americano.

Horn acrescenta ainda que foi informado, na altura, “que as regulações da Agência de Proteção do Meio Ambiente [EPA, na sigla inglesa] incluíam várias penalizações para incumprimentos dos níveis de emissões, que as agências podem realizar testes para detetar dispositivos de manipulação” e que os técnicos da empresa iriam trabalhar com os reguladores “para resolver o problema”.

No entanto, só a partir de 3 de setembro deste ano as autoridades norte-americanas foram informadas da existência de um dispositivo manipulador das emissões poluentes em mais de 11 milhões de viaturas a diesel do grupo VW. O dispositivo alterava o funcionamento do motor para um modo de baixas emissões quando este era sujeito a testes de controlo, sendo desativado quando os carros entram novamente em circulação normal.

O grupo “quebrou a confiança dos consumidores, concessionários e trabalhadores, assim como do público e reguladores”, reconhece o CEO e presidente da VW nos Estados Unidos.