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Novo Banco quer vender €2,8 mil milhões em imóveis

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A venda dos imóveis é fundamental no plano de capitalização do Novo Banco que a gestão liderada por Eduardo Stock da Cunha quer pôr em marcha

Alberto Frias

Venda de ativos imobiliários é fundamental no plano de capitalização do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha

O Novo Banco tem ativos imobiliários para venda num montante superior a 2,8 mil milhões de euros, segundo as contas semestrais da instituição citadas pelo "Diário Económico". Estes imóveis são fundamentais no plano de capitalização que a gestão liderada por Eduardo Stock da Cunha quer pôr em marcha.

A instituição, refere o jornal, possui cerca de 14 mil imóveis, sendo que a maioria foi entregue por clientes com crédito em incumprimento. Nos últimos anos, a venda direta de imóveis e os leilões imobiliários têm sido a forma de a maioria dos bancos portugueses lidarem com esse problema.

A venda de blocos de várias centenas de imóveis a fundos de investimento internacionais, diretamente ou através da criação de um novo veículo que será depois aberto a investidores, é uma das soluções, à semelhança do que quer fazer o Banco Popular, em Espanha.

O plano de reestruturação do Novo Banco pressupõe a venda de ativos não-estratégicos, de que são exemplo as participações em sociedades ou a venda de imóveis.

A possibilidade da venda de imóveis permite aos bancos livrarem-se destes ativos e, no caso do Novo Banco, pode ajudar a reduzir o esforço de capitalização, sendo que quanto maior for o valor das vendas menor será o capital a necessitar de ser injetado no banco, pelo Fundo de Resolução ou pelo futuro comprador da instituição.

Conseguir vender os imóveis pode, no entanto, ser um problema, já que quanto mais tempo passar maior poderá ser a desvalorização, bem como a degradação dos imóveis. No caso do Novo Banco, esta pode ser uma das soluções mais rápidas mas também arriscadas, já que o mercado imobiliário se encontra ainda numa fase de recuperação.