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Banco do BCP em Angola funde-se com o Banco Privado Atlântico

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BCP junta o Millennium Angola ao angolano Banco Privado Atlântico. Fusão deve estar concluída no primeiro trimestre de 2016. BCP passará a ter 20% da nova entidade reduzindo a sua posição ao mercado angolano

O Millennium Angola, banco onde o BCP tem 50,1%, vai fundir-se com o angolano Banco Privado Atlântico (BPA). A operação foi aprovada pelos conselhos de administração dos dois bancos mas terá que ser aprovada em assembleia geral dos dois bancos em Angola.

No comunicado envviado pelo BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o BCP refere que a "junção das capacidades complementares do Millennium Angola e do Atlântico potencia oportunidades de crescimento e maximiza a capacidade de criação de valor em Angola".

O BCP refere ainda que esta operação permite "a manutenção da contribuição da atividade em Angola a níveis consetâneos com a ambição do Millennium bcp e retornos sobre o capital investido na ordem dos 20%, compensando o abrandamento da economia angolana face aos planos iniciais".

A fusão está ainda sujeita às autorizações das entidades de supervisão e da Direção Geral da Concorrência Europeia (DGCom).

Desta operação resultará "a segunda maior instituição privada de crédito à economia, com uma quota de mercado de aproximadamente 10% em volume de negócios", segundo o comunicado do BCP à CMVM.

O maior acionista do BPA, com 72,3%, é a Global Pactum, controlada por Carlos Silva, presidente do conselho de administração do BPA e vice-presidente do BCP. A Global Pactum ficará o maior acionista da nova entidade, com 51%. O BCP ficará com apenas 20%, a Sonangol com 14% e outros acionistas locais com cerca de 15%.

No Millennium Angola, o BCP tinha 50,1% a Sonangol 29,9%, o BPA 15% e a Global Pactum gestão de ativos 5%.

No memronado de entendimento aprovado entre os conselhos de administração dos dois bancos em Angola pervê que os pelouros do risk office e do crédito fiquem a cargo de administradores indicados pelo BCP, sendo os mecanismos que asseguram um controlo e uma gestão efuicazes dos riscos estabelecidos pelas melhores práticas.

O conselho de administração da entidade que sai da fusão será constituído por 15 elementos, dos quais 5 nomeados pelo BCP que indicará também um dos vice-presidentes do conselho de administração, o qual presidirá à Comissão de Riscos ou à Comissão de Auditoria. O BCP irá nomear um dos vice-presidentes da comissão executiva.

No comunicado enviado à CMVM, o BCP refere ainda que "desta operação resulta um impacto positivo estimado em 37 pontos base no rácio de capital common equity tier 1 em base phase-in".

A lógica desta fusão passa por "obter condições para crescer em contexto adverso e, simultaneamente, adaptar-se às implicações decorrentes da alteração da equivalência de supervisão". Ou seja, as novas regras impostas pelo Banco Central Europeu (BCE) sobre limites de exposição a dívida pública angolana, embora o BCP não tivesse ultrapassado essa exposição, dada dimensão do Millennium Angola, apenas com uma quota de mercado de 3% em depósitos e 4% em crédito.

No novo figurino, o facto de o BCP ficar com uma participação de 20%, ou um mpouco menos na nova entidade que poderá, segundo apurou o Expresso, chamar-se Banco Millennium Atlântico, não terá de consolidar contas.