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Pharol dispara 20% com compra de ações próprias e consolidação no Brasil

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Os rumores em torno da consolidação do sector das telecomunicações no Brasil e o programa de compra de ações próprias pela Pharol estão a animar o título. A empresa liderada por Palha da Silva já esteve a subir hoje quase 20%

Detentora de 27% do capital da Oi, a cotação da Pharol é hoje um espelho do que se passa com a operadora brasileira na Bolsa de São Paulo. E as ações da Oi tem estado animadas com a existência de novos rumores sobre a possibilidade de consolidação entre a operadora e a italiana TIM no Brasil. O banco BTG, contratado em setembro para avaliar potenciais parceiros de consolidação, está em conversações com o grupo Letter One, do bilionário russo Mikhail Fridman, para avançar com o processo de consolidação entre ambas as empresas, adiantou hoje a imprensa brasileira.

A puxar pela Pharol, sociedade onde estão hoje os acionistas da antiga PT SGPS, está também o anúncio de que a empresa irá avançar com um programa de compra de ações próprias até 7,7% do seu capital. O programa que irá decorrer ao longo do próximo ano ainda tem de ser aprovado em assembleia geral, no próxim dia 4 de novembro.A compra de ações próprias é uma forma de remunerar os acionistas.

As ações da Pharol já estiveram a subir hoje 19,93% para 35,5 cêntimos, e estavam às 10.45 a valorizar 16,5% para 0,3450 cêntimos.

Os analistas lembram no entanto que as ações estavam no início do ano a valer 8 reais e que agora valem mais de 3 reais. Ou seja, está também a haver uma recuperação técnica do título depois das quebras registadas nos últimos anos. A Oi tem estado focada na redução de custos, e continua muito pressionada por uma dívida gigantesca de 34 mil milhões de reais.