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FMI volta a insistir em défice acima de 3% este ano

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Relatório Fiscal Monitor aponta para défice de 3,1% em 2015 e 2,7% em 2016. Valores em linha com as economias avançadas mas acima da zona euro.

Não é de hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para o risco de Portugal falhar a meta de défice deste ano e até violar o limite de 3% imposto pelo Tratado de Maastricht. Já ontem o tinha feito no World Economic Outlook e voltou a fazê-lo hoje no relatório Fiscal Monitor apresentado por Vitor Gaspar em Lima, no Peru, onde decorrem a reuniões de outono da instituição.

O FMI estima um défice de 3,1% para este ano e 2,7% no próximo. Em termos de esforço de consolidação orçamental efetivo, medido pelo défice estrutural (corrigido do ciclo económico e sem medidas extraordinárias), os técnicos do Fundo esperam uma melhoria este ano de 2,1% para 1,6% e um retrocesso em 2016 para 1,9%.

Estas estimativas são realizadas no pressuposto de não haver alterações de políticas. Recorde-se que o governo tem insistido que a meta de défice é para cumprir e hoje o Banco de Portugal admitiu que é possível ter um valor abaixo de 3% do PIB, que é o limiar relevante para que Portugal possa sair do procedimento por défice excessivo.

Na dívida (bruta), o FMI espera uma descida de 130,2% em 2014 para 127,8% este ano e para 125% em 2016. Números que deixam Portugal cerca de 20 pontos percentuais acima da média das economias avançadas e a cerca de trinta pontos da média da zona euro. Já nos défices, os 3,1% deste ano comparam bem com a média da economias avançadas (3,1% do PIB) mas ultrapassam os países da moeda única (2%).