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Fornecedores portugueses têm garantidas encomendas da VW até janeiro

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São 150 empresas com 42 mil trabalhadores e garantem que as encomendas feitas pelo Grupo Volkswagen não tiveram alterações e estão todas garantidas até janeiro de 2016

As empresas industriais portugueses que fornecem peças para motores, partes de plataformas automóveis, transmissões e grande diversidade de outros componentes, "não sofreram reduções nas encomendas feitas pelas fábricas do Grupo Volkswagen (VW)", informa o vice-presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) Filipe Villas-Boas, explicando que "as encomendas estão todas confirmadas e garantidas até janeiro de 2016".

Segundo o presidente da AFIA, Tomás Moreira, "isto significa que a crise no Grupo VW não tem tido consequências na produção atual das fábricas, que mantêm os níveis que tinham antes deste problema ter sido conhecido nos EUA, o que se compreende porque os modelos que agora estão a ser produzidos têm motores mais recentes, que não foram afetados". "Os problemas são todos relacionados com veículos fabricados entre 2008 e 2014", adianta.

Filipe Villas-Boas, por seu turno, esclarece ainda que as 150 empresas portuguesas - que empregam 42 mil trabalhadores - que fornecem componentes às fábricas do Grupo VW, "têm mais encomendas das fábricas situadas fora de Portugal que as que são feitas pela Autoeuropa, num volume total anual superior a 1000 milhões de euros de vendas em componentes muito variados todos produzidos em Portugal e vendidos ao Grupo VW".

Por outro lado, Tomás Moreira refere que os fornecedores portugueses fabricam componentes para unidades de primeira linha (que são as fábricas da VW), de segunda linha (que são grandes grupos especializados em determinado tipo de equipamentos que exigem incorporação de outros componentes montados antes de serem enviados às fábricas da VW) e de terceira linha. No seu conjunto, "as vendas para as fábricas do Grupo VW correspondem a um volume entre 20% e 25% da produção total da indústria portuguesa de componentes para o sector automóvel, que ascende ao valor global anual de 6000 milhões de euros", refere Tomás Moreira.

O vice-presidente da AFIA considera que "depois das medidas que serão anunciadas amanhã pelo Grupo VW para resolver a situação dos veículos que foram manipulados - em Portugal são cerca de 117 mil automóveis - o mercado em geral ficará mais tranquilo, os consumidores visados terão o problema resolvido, e haverá condições para restabelecer gradualmente a confiança no Grupo VW".