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FMI mantém previsões de crescimento para Portugal mas revê desemprego em baixa

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Apesar de manter as projeções para o andamento do PIB em 2015 e 2016, num contexto em que até reviu em baixa as estimativas de crescimento global, o fundo liderado por Christine Lagarde aponta para menores níveis de desemprego

JIM LO SCALZO / EPA

Novas estimativas apontam para aumentos do PIB de 1,6% este ano e 1,5% no próximo. Para o desemprego, o Fundo Monetário Internacional espera agora taxas de 12,3% (2015) e 11,3% (2016)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento da economia portuguesa de 1,6% este ano e 1,5% em 2016, segundo as estimativas divulgadas esta terça-feiras em Lima, no Peru, onde decorrem as reuniões de outono da instituição. Estas projeções são idênticas às avançadas na primavera e estão em linha com os números do governo que conta com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% este ano.

Apesar de manter as projeções para o andamento do PIB nestes dois anos, num contexto em que até reviu em baixa as estimativas de crescimento global, o FMI aponta para menores níveis de desemprego. Mais concretamente, para taxas de 12,3% e 11,3% em 2015 e 2016, contra os 13,1% e 12,6% avançados em abril.

Estes valores de desemprego são inclusivamente inferiores aos calculados pelo FMI no segundo relatório pós-programa sobre Portugal que foi divulgado em agosto e que resultou da visita de uma equipa da instituição em junho. Nessa altura, as taxas de desemprego estimadas eram de 13,4% e 12,9%.

Para a taxa de inflação, o Fundo Monetário Internacional conta com valores de 0,6% e 1,3% nestes dois anos (idênticos aos anteriores). Já nas contas externas os saldos esperados são agora de, respetivamente, 0,7% e 1,6% do PIB em 2015 e 2016. Estes números representam uma revisão em baixa este ano - as estimativas anteriores eram de 1% do PIB em abril e de 1,1% no verão - e uma melhoria para o próximo (1% e 0,8% antes, respetivamente).