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Lisboa segue tendência europeia e reage em alta às eleições

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Sem surpresa para os investidores, a coligação PSD/CDS ganhou as eleições legislativas e a Bolsa de Lisboa reagiu positivamente. A praça financeira portuguesa segue a tendência europeia, que é de subida

O PSI20, principal índice da Bolsa de Lisboa, registava uma subida de 1,68% às 9h05, um ganho em linha com a tendência generalizada das principais bolsas europeias. O Euronext 100 estava a valoirzar 2,09%, o CAC40 de Paris 2,48%, o Dax 30 de Francfurt 1,5% e o IBEX35 de Madrid 2,46%.

"Os investidores já esperavam que a coligação ganhasse, não houve surpresas. De qualquer forma só haveria um grande impacto no mercado se fosse um partido como o Bloco de Esquerda a vencer as eleições", afirma um analista de um grande banco português. O mercado antecipa no entanto que a existência de instablidade governativa no futuro, já que a coligação não obteve a maioria. E instabilidade não é um cenário que agrade aos mercados.

"Sem maioria absoluta, o PSD-CDS poderá precisar de apoio do PS para aprovar medidas. Uma das primeiras provas de fogo será o Orçamento de Estado, sendo que os governos minoritários em Portugal sofrem frequentemente com a instabilidade e a divergência dentro do próprio governo", afirma Steven Santos, analista do BIG.

À excepção do Banif, que perde 2,63%, as ações do PSI20 estão todas a subir. O destaque vai para o BCP, com um ganho de 3,25%, seguido da EDP Renováveis (2,73%) e a Galp Energia (+2,27%).

"O BCP lidera os ganhos, devido à elevada exposição à economia nacional e às empresas, que deverá ser beneficiado pelos menores impostos sobre as empresas (IRC) e pelo apoio ao investimento privado e às exportações. A Pharol avança, após anunciar no fim-de-semana que irá abrir processos judiciais contra os ex-gestores da PT devido ao investimento em dívida da RioForte, que representou na altura a grande maioria da tesouraria da operadora de telecomunicações", considera Steven Santos.