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Investidores procuram “novas paragens” devido a abrandamento económico nos emergentes

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México, Indonésia, Turquia, Nigéria, Polónia e Argentina são os próximos seis países que estarão no radar dos investidores

Os investidores estão a abandonar o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) e a concentrar-se nos "próximos seis" mercados emergentes com oportunidades interessantes: México, Indonésia, Turquia, Nigéria, Polónia e Argentina, escreve a consultora ISA.

De acordo com uma nota da International Strategic Analysis (ISA), enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, "o abrandamento do crescimento na China e em cada um dos outros mercados emergentes, com exceção da Índia, fez os investidores e exportadores aumentarem a procura de outros mercados emergentes que lhes possam oferecer oportunidades de crescimento significativo nos próximos meses, e muito do seu foco está nos próximos seis mercados emergentes em termos de escala económica".

México, Indonésia, Turquia, Nigéria, Polónia e Argentina são, assim, os próximos seis países que estarão no radar dos investidores, embora os analistas da ISA notem que há diferenças significativas face aos BRICS originais: "a escala inferior oferece oportunidades de crescimento muito menores, uma vez que a população total dos BRICS chegava aos três mil milhões, enquanto a população somada destes seis países ronda os 720 milhões".

Além disso, "vários destes novos mercados emergentes passaram por má gestão económica que dificultou a capacidade de competir com os rivais maiores por investimento ou oportunidade de exportação, bem como beneficiar dos recursos naturais", acrescentam os analistas, que concluem que "como os mercados domésticos são bastante menores que os da China ou Índia, continuam muito mais expostos a variações na procura nos seus principais mercados exportadores a flutuações nos preços das matérias-primas".

Ainda assim, há vários traços comuns nestes novos mercados, a começar pelo tamanho médio das economias, que vai desde os 1,2 biliões do México até aos 540 mil milhões da Argentina, continuando na relativamente grande população, principalmente na Indonésia e na Nigéria, com 256 e 183 milhões, respetivamente, e passando ainda pela "localização vantajosa para o crescimento económico e o investimento".

Como exemplos, são dados o caso do México, com uma posição privilegiada para aceder ao mercado norte-americano, e a Polónia, dentro da União Europeia.

As oportunidades, concluem, existem porque os países estão a tomar medidas para facilitar o investimento estrangeiro, o que indica que "à medida que as oportunidades de crescimento nos BRICS diminuem, estas economias no próximo nível vão estar em posição de receber significativos aumentos nos investimentos externos".