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Governo britânico quer vender 2000 milhões de libras em ações do Lloyds Banking Group

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ANDY RAIN / EPA

Executivo de David Cameron quer sair totalmente, nos próximos meses, do banco liderado pelo português Horta Osório

O governo de David Cameron pretende vender, nos próximos meses, todas as ações que detém do banco britânico Llodys, foi hoje anunciado. O objetivo imediato, anunciado esta manhã, é colocar à venda pelo menos dois mil milhões de libras (mais de 2700 milhões de euros), no início do próximo ano. Os destinatários destes títulos são as famílias, segundo a Bloomberg.

O Executivo britânico pretende "sair completamente" do Llodys "nos próximos meses", depois ter gasto mais de 20,5 mil milhões de libras (27,7 mil milhões de euros) para resgatar o banco, na sequência da crise financeira de 2008. O Lloyds é liderado pelo português António Horta Osório, ex-líder do Santander Totta.

A oferta é destinada ao retalho. "Não quero que todas estas ações vão para as mãos das instituições da City", afirma George Osborne, ministro das Finanças britânico. Ao público, vai ser oferecido um desconto de 5% face ao preço de mercado, com uma ação de bónus por cada dez títulos adquiridos, se os detentores das mesmas as mantiverem por mais de um ano.

A verba obtida por Londres com esta operação vai ser usada para ajudar a diminuir a dívida pública. As ações do Lloyds na bolsa de Londres somam 1,45% para 77,66 pences.

A Bloomberg sublinha que António Horta Osório eliminou milhares de posto de trabalho, vendeu ativos e cortou nos custos internos para levar o Lloyds de regresso aos lucros em 2014 pelo primeira vez nos últimos cinco anos.