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Bolsas da Ásia e Europa com ganhos e Juros da dívida portuguesa em baixa

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Sydney e Tóquio lideram subidas na Ásia. Moscovo, Paris, Madrid e Amesterdão com ganhos acima de 2%. Juros da dívida portuguesa prosseguem descida no patamar de 2,3% no dia após eleições legislativas

Jorge Nascimento Rodrigues

As Bolsas da Ásia estão a registar ganhos esta segunda-feira. As Bolsas de Tóquio e de Sydney lideram as subidas, já tendo fechado com ganhos de 1,58% no índice Nikkei 225 japonês e de 1,95% no S&P/ASX 200 australiano. As bolsas chinesas continuam encerradas até 8 de outubro.

A Europa abriu também com ganhos. Pelas 9h, as bolsas de Moscovo, Paris, Madrid e Amesterdão registavam subidas superiores a 2% nos seus principais índices. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subia 1,6%, com uma trajetória claramente ascendente, na primeira sessão após realização de eleições legislativas. O índice Eurostoxx 50 (das 50 principais cotadas na zona euro) registava, também, um ganho acima de 2%.

Os analistas referem que o mercado bolsista à escala mundial mantem-se na expectativa que a Reserva Federal norte-americana (Fed) adiará para 2016 o início do processo de “normalização” das taxas de juro (iniciando a sua subida a partir do atual intervalo perto de 0%) face ao contexto internacional – que esta semana será marcado pela divulgação em baixa da revisão das previsões de crescimento pelo Fundo Monetário Internacional, que reúne a sua assembleia de outono em Lima, no Peru – e à própria conjuntura interna, onde o andamento da inflação e do emprego estão abaixo das expetativas dos analistas.

No mercado secundário da dívida soberana dos periféricos do euro, a situação é “mista”. As yields das Obrigações do Tesouro português a 10 anos parecem prosseguir esta segunda-feira a sua trajetória de descida, tendo aberto abaixo de 2,3%, mas já estando, pelas 9h, a registar yields acima. As obrigações espanholas registavam também uma trajetória de descida. No caso das obrigações gregas, as yields estavam em trajetória de subida.

Esta segunda-feira é marcada pela reunião do Eurogrupo (órgão informal de reunião dos ministros das Finanças da zona euro) no Luxemburgo onde será apreciado o plano de implementação do terceiro resgate à Grécia a apresentar pelo ministro das Finanças helénico, Euclid Tsakalotos, que implica a concretização até meados de outubro de 49 medidas, e as linhas gerais do orçamento grego para 2016. A Reuters prevê que o governo de Atenas procure flexibilidade na negociação com os credores oficiais europeus no que é, agora, designado como “áreas cinzentas”. No Parlamento grego, o primeiro-ministro Alexis Tsipras apresentará esta segunda-feira o programa de governo para a legislatura que será discutido até quarta-feira, quando será votada uma moção de confiança, que deverá ter apoio maioritário. A reunião do Eurogrupo desta segunda-feira é a primeira após as eleições gregas (ganhas, de novo, pelo Syriza que repetiu coligação com o Anel), catalãs (eleições regionais com vitória dos partidos pró-independência em termos da mandatos parlamentares) e portuguesas (com vitória por maioria relativa da coligação no governo desde 2011).

O mercado da dívida soberana na zona euro contina, segundo os analistas, a estar marcado pela possibilidade do Banco Central Europeu anunciar a ampliação do seu atual programa de compras de dívida pública dos membros do euro no mercado secundário. O índice PMI composto para a zona euro relativo ao mês de setembro baixou ligeiramente, ainda que não estando ainda em terreno sinalizando contração (menos de 50 pontos), segundo a Markit divulgou esta segunda-feira. Este índice revelando as opiniões dos gestores de compras desceu de 53,9 pontos em agosto para 53,6 pontos em setembro. Recorde-se que a inflação na zona euro deverá ter entrado em terreno negativo em setembro, segundo a estimativa preliminar do Eurostat.

  • As bolsas fecharam em terreno positivo nas duas primeiras sessões de outubro, com a América Latina a liderar. Os ganhos na Bolsa de Lisboa colocam-na em terceiro lugar nas subidas da semana, depois de São Paulo e Buenos Aires. Juros dos periféricos da zona euro continuam a descer e rentabilidade anual é liderada pelas obrigações portuguesas e italianas