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Trimestre na Bolsa. Fortunas de Amorim, Queirós Pereira e Mota as que mais encolheram

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António Mota

Rui Duarte Silva

No carrossel bolsista, as fortunas das principais famílias encolheram no terceiro trimeste. Soares do Santos foi a exceção

No terceiro trimestre, a Bolsa portuguesa não escapou à sova que os mercados mundiais levaram. As 18 empresas do PS-20 perderam 5,3 mil milhões de euros, mas o balanço do ano é ainda positivo (5%). O BCP perdeu 2,1 mil milhões de euros e reduziu o seu valor para quase metade. Entre os bilionários portugueses, as fortunas mais afetadas neste carrossel bolsista foram as de Américo Amorim e das famílias Mota e Queirós Pereira.

Amorim sofre com a desvalorização da Galp. A sua participação ficou a valer menos 320 milhões de euros. Mas uma das raras cotadas que subiu no trimestre foi a Corticeira Amorim, que não pertence ao PSI-20. Por esse lado, Américo e os irmãos ficaram 100 milhões de euros mais ricos. A Corticeira já valorizou este ano 52% (310 milhões de euros).

A Semapa, da família Queiróz Pereira, regista um ano positivo (+16%) mas no trimestre foi castigada pelos investidores. Perdeu 345 milhões de euros, ficando a capitalização abaixo da cifra mágica dos 1000 milhões de euros. A fotuna de Queirós Pereira encolheu 240 milhões de euros.

A exceção Soares dos Santos

A Sonae desvalorizou 8%, provocando leves escoriações na fortuna de Belmiro Azevedo. Reduziu-se em 80 milhões de euros, ficando pelo lado da Sonae, nos 1,2 mil milhões de euros.

Na distribuição, melhor sorte teve a família Soares dos Santos. A Jerónimo Martins foi das felizes cotadas que valorizou nos meses de verão e terminou setembro a valer 7,57 mil milhões. A Soares dos Santos cabe 4,4 mil milhões de euros, traduzindo um crescimento de 45% desde o início do ano.

A família Mota enfrenta um ano horribilis. Se há um ano, a Mota-Engil SGPS valia perto de 1000 milhões de euros, agora fica-se pelos 400 milhões de euros. No último trimestre, a empresa perdeu 110 milhões de euros, cortando a fortuna da família Mota em 60 milhões.

Na construção, a Teixeira Duarte também vale menos em bolsa, mas a perda foi menos acentuada (40 milhões de euros).